TCU vai intensificar investigação no Comperj

0 comentários

Indícios de irregularidades identificados no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) levaram o Tribunal de Contas da União (TCU) a intensificar o trabalho de fiscalização dos gastos da Petrobras no empreendimento. Por pouco, o plenário da corte não obrigou a companhia a suspender a ordem de pagamento ao consórcio formado pelas empresas Odebrecht, UTC Engenharia e PPI Plantas Industriais, responsáveis pelas obras na Central de Desenvolvimento de Plantas e Unidades (CDPU) do complexo.

O ministro José Jorge negou o pedido de cautelar que previa a suspensão de repasses ao empreendimento. A iniciativa havia partido do ministro-substituto André de Carvalho. O contrato do projeto previu, originalmente, o desembolso total de R$ 3,83 bilhões.

Jorge, que é relator do processo de fiscalização na estatal, considerou que o dano causado por eventual interrupção dos recursos seria superior aos benefícios almejados com a medida cautelar. "Entendo não ser, ao menos por ora, recomendável [a suspensão de pagamentos] para este caso concreto ", afirmou.

De acordo com o ministro do TCU, o projeto da Petrobras já encontra-se em sua fase final. E a eventual interrupção de repasse de recursos poderia comprometer o cronograma de início de operação da refinaria, marcado atualmente para novembro de 2016. As obras devem ser encerradas em março de 2015. Até maio deste ano, o empreendimento registrava 75% de sua execução concluída.

O relator destacou que o pedido de cautelar foi motivado pelo fato de que as empresas contratadas "vêm sendo alvo de sucessivas denúncias de corrupção e superfaturamento em obras da Petrobras". Embora tenha rejeitado o pedido, o ministro afirmou que seu "posicionamento, de modo algum, atenua a gravidade dos indícios de irregularidades já apurados".

Para não passar em branco a desconfiança do tribunal, Jorge propôs que seja a aberta uma "fiscalização específica para apurar responsabilidades pelos atos inquinados na contratação da CDPU". Ele explicou que o objetivo da medida é "identificar os prejuízos eventualmente advindos dessa obra". Tal posicionamento foi acatado pelos demais ministros da corte.

Após a sessão de julgamento, Jorge falou com jornalista sobre o prazo que deve levar a auditoria para investigar o pagamento à Bolívia, pela Petrobras, de US$ 434 milhões extras pelos "componentes nobres" contidos no gás fornecido ao Brasil, conforme antecipou o Valor na edição de ontem. "Normalmente, o prazo de uma auditoria desse tipo é na faixa de 90 a 120 dias", disse ao final da sessão.

Jorge, que cuida de processos de contas relacionados à área de petróleo e gás, afirmou que não deve relatar o caso em função do seu processo de aposentadoria. O ministro deixa o tribunal em meados de novembro.

Para ele, a Petrobras deve explicações sobre o contrato com os bolivianos, que pode ter gerado dano ao erário da ordem de R$ 1 bilhão. "A informação que temos, até agora, é que nem o contrato prevê esse pagamento e nem os componentes nobres estão sendo utilizados", ressaltou Jorge. O despacho que autorizou o processo de fiscalização foi expedido na segunda-feira.

A investigação do tribunal começará pela estatal brasileira. "A Petrobras vai ser procurada agora. A investigação começa exatamente por ela. Sempre vai se ouvir, primeiro, a empresa que realizou a operação", afirmou.

COMPERJ

O Comperj está localizado no município de Itaboraí, no Leste Fluminense, ocupando uma área de 45 km², e terá como objetivo estratégico expandir a capacidade de refino da Petrobras para atender ao crescimento da demanda de derivados no Brasil, como óleo diesel, nafta petroquímica, querosene de aviação, coque e GLP (gás de cozinha). A previsão de entrada em operação da primeira refinaria é agosto de 2016, com capacidade para refino de 165 mil barris de petróleo por dia.

Fonte: Valor Econômico/Rafael Bitencourt

Sistema hidráulico de propulsor é nacionalizado com sucesso

0 comentários

Fornecedora global de motores e equipamentos navais, a Wärtsilä Brasil escolheu a Parker para desenvolver o sistema hidráulico que aciona um componente vital de um de seus principais equipamentos. Conhecido como thruster, o propulsor responderá pela movimentação e posicionamento dinâmico de navios-sondas de perfuração que estão sendo construídos para ser empregados em breve nos campos do pré-sal.

As Unidades Hidráulicas de Força (HPUs) projetadas pela Parker fornecem a força necessária para a perfeita movimentação dos thrusters, além de manter a embarcação estável em alto-mar. Esta é uma condição indispensável para o bom funcionamento das sondas, pois qualquer oscilação durante a perfuração pode comprometer os resultados do processo.

“A integração entre as engenharias da Parker Holanda e Brasil e o gerenciamento do projeto próximo ao cliente fizeram com que a transferência de tecnologia fosse realizada com sucesso”, relata Gustavo Meneghello, gerente de Unidade de Negócios da Parker. “A troca de experiências entre as equipes na Europa e no Brasil foi fundamental para o bom resultado do trabalho”, observa.

Solução Integrada

Desenvolvido no Brasil pela Divisão Hidráulica da Parker, o projeto integrou componentes como bombas hidráulicas, conexões, tubos, sensores, reservatórios, motor elétrico e trocador de calor.

A Parker também forneceu painéis pneumáticos, painéis elétricos e os LubOils, sistemas que lubrificam automaticamente os eixos do thruster e foram instalados no sistema de propulsão Wärtsilä.

Como o equipamento opera em contato com a água do mar, ele recebeu também um sistema de filtração para preservar o óleo hidráulico de eventual contaminação que comprometeria seu funcionamento.

Conteúdo Local

“A grande vantagem é ter o conteúdo local que precisamos para nossos projetos”, afirma o engenheiro de Desenvolvimento de Fornecedores da Wärtsilä, Marcos Rosalem. “Conseguimos nacionalizar a solução com redução de custos, e isso nos possibilitou atingir o conteúdo local exigido para projetos navais no País”, avalia. 

Os equipamentos integrados com as tecnologias Parker equiparão sondas dos estaleiros Jurong e Ecovix. Cada embarcação receberá seis HPUs e seis sistemas LubOil. Três conjuntos fabricados no Brasil já foram enviados aos estaleiros internacionais, e um quarto será fornecido nas próximas semanas.

Presença em mares brasileiros

De origem finlandesa, a Wärtsilä atua no Brasil desde 1990 fornecendo motores principais e auxiliares, conjuntos geradores e serviços de propulsão para embarcações e aplicações offshore, além de equipamentos para usinas de energia. Na área naval, a Wärtsilä Brasil tem base instalada com capacidade superior a 800 MW em mais de 200 navios e embarcações.

Nos últimos anos, a empresa tem participado de diversos contratos para a construção de plataformas de perfuração e fornecimento de sistemas de bombeamento, motores e propulsores para a indústria de petróleo e gás.

Fonte: UdP

PETROBRÁS ANUNCIA DESCOBERTA EM ÁGUAS PROFUNDAS NA BACIA DO ESPÍRITO SANTO

0 comentários

A Petrobras divulgou, nesta sexta-feira (24), a descoberta de acumulação de hidrocarbonetos em águas profundas, no pós-sal da Bacia do Espírito Santo, por meio da perfuração do poço 4-BRSA-1265-ESS (nomenclatura ANP) / 4-GLF-42-ESS (nomenclatura Petrobras), informalmente conhecido como Lontra, em profundidade de água de 1.319 metros.

Esse poço, localizado a 81 km da cidade de Vitória (ES) na área da concessão de produção de Golfinho, comprovou a presença de gás e condensado, de acordo com dados de perfilagem e teste a cabo. Os reservatórios foram identificados a 3.055 metros de profundidade e a perfuração do poço foi finalizada em 3.238 metros.

A Petrobras é operadora e detém 100% da concessão de produção de Golfinho.

Fonte: Agência Petrobras

Total nomeia novos CEO e presidente do Conselho

0 comentários

A petroleira francesa Total informou nesta quarta-feira que Patrick Pouyanne, chefe da divisão de refino até agora, assumirá como presidente-executivo da companhia, e Thierry Desmarest como presidente do Conselho de Administração.

As nomeações ocorrem um dia após a morte de Christophe de Margerie, em um acidente de avião na Rússia.

As indicações foram anunciadas em um comunicado divulgado após uma reunião do Conselho de Administração da Total. O comunicado disse que iria manter Desmarest em sua nova posição até o final de 2015, após essa data os papéis de CEO e presidente do Conselho seriam combinados novamente.

Pouyanne teve um papel fundamental na fusão das unidades deficitárias de refino e petroquímica da Total, nos últimos anos, e também teve cargos de alto escalão em unidades de exploração do grupo em Angola e Catar.

Fonte: Reuters
Imagem: Mark Renders/Getty Images

Related Posts with Thumbnails
Free Website templatesFree Flash TemplatesRiad In FezFree joomla templatesSEO Web Design AgencyMusic Videos OnlineFree Wordpress Themes Templatesfreethemes4all.comFree Blog TemplatesLast NewsFree CMS TemplatesFree CSS TemplatesSoccer Videos OnlineFree Wordpress ThemesFree Web Templates
Subir