IESA investe parcela de empréstimo em produtividade

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Mergulhado numa crise financeira, o Estaleiro Ilha SA (IESA), do grupo Synergy, lançou ontem ao mar o primeiro barco concluído pela unidade após a retomada de suas operações, em setembro, em meio a atrasos no cronograma de entregas e ameaças de perdas de contratos. A expectativa do Eisa é que a segunda parcela do empréstimo tomado para regularização do fluxo de caixa da companhia seja liberada este mês. A parcela, no valor de US$ 80 milhões, faz parte dos US$ 120 milhões obtidos com um fundo americano para reestruturação do estaleiro.

A primeira parte, de US$ 40 milhões, já foi liberada no mês passado, informou o presidente do Eisa, Josuan Moraes Junior, que está deixando o comando da empresa para dar lugar a Diego Salgado, ex-gerente de projeto do FPSO (plataforma flutuante) Cidade de Ilhabela no Estaleiro Brasa. De acordo com Moraes Junior, a primeira parcela do empréstimo foi utilizada para regularizar a folha salarial e para repactuação da dívida e recomposição dos fornecedores.

Já a segunda parcela deverá ser utilizada para aumento da produtividade do estaleiro, a partir da aquisição de novos equipamentos. "Estamos projetando um aumento de produtividade da ordem de 30% em um ano, baseado em novos equipamentos e novos métodos de construção e acabamento avançado", afirmou o executivo, durante cerimônia de lançamento ao mar do navio de apoio offshore BS Itamaracá, da armadora Brasil Supply.

Com praticamente um ano de atraso, a entrega da embarcação, que segue agora para obras de acabamento, marca a retomada do estaleiro após cerca de três meses de paralisação.

Moraes Junior atribui o início da crise do estaleiro, sobretudo, à desistência das encomendas da venezuelana PDV Marina, que encomendou dez petroleiros com entrega prevista para entre 2010 e 2015, mas não efetivou os pedidos. O Eisa busca, no momento, uma solução para o primeiro petroleiro, que chegou a ser construído pelo estaleiro e está sem contratado.

De acordo com o executivo, o Eisa possui, atualmente, 2.700 funcionários trabalhando. A expectativa é que, até o fim do ano, 600 novos empregados sejam contratados para completar o quadro do estaleiro.

"Hoje temos uma carteira de pedidos de US$ 1 bilhão e estamos com 110% de nossa capacidade ocupada. Estamos renegociando cronogramas para os próximos lançamentos. Iniciar obras de novos contratos só a partir de 2016", explicou Moraes Junior.

Além do BS Itamaracá, o Eisa tem compromisso para entrega de três outros barcos de apoio offshore para a Brasil Supply, que fornece fluidos para perfuração de poços e embarcações para transporte de tripulação e cargas. Diante dos atrasos na entrega das embarcações, a empresa não descarta buscar outros estaleiros nacionais para concluir as obras das unidades restantes.

"Não temos uma experiência muito boa com o Eisa. Todos nossos quatro pedidos estão atrasados e temos multas substanciais com a Petrobras. Nosso plano de negócios prevê a mitigação dos atrasos. Se vai ser com o Eisa ou não é uma questão a ser definida", disse o diretor de Operações da Brasil Supply, Ricardo Braga, que admite a existência de conversas "sem compromisso" com outros estaleiros brasileiros.

Prejudicada pelos atrasos do Eisa, a companhia pretende ampliar sua frota a partir de encomendas no exterior. "Nosso plano prevê a contratação de dez novos barcos de apoio para atender à demanda da Petrobras e estamos prospectando armadores estrangeiros.

A Brasil Supply conquistou 17 contratos num intervalo muito curto. Nós temos uma demanda de construção muito grande no país. O plano nunca será abandonar a construção no Brasil, mas não vamos deixar de aumentar nossa frota com encomendas paralelas no exterior", comentou.

A expectativa do executivo é que a entrega dos 17 barcos atualmente contratados pela Petrobras junto à companhia seja concluída entre 2016 e 2017. O contrato previa a entrega das unidades até 2015. As embarcações totalizam cerca de R$ 700 milhões em investimentos, sendo 80% financiados pelo Fundo da Marinha Mercante.

Das 17 embarcações totais, seis já foram entregues. A construção das demais unidades está dividia entre o Eisa o estaleiro Arpoador, em Guarujá (SP).

Fonte: Valor Econômico

Últimos dias das inscrições: Concurso da Petrobras níveis médio e superior

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Seguem até o dia 20 de outubro as inscrições para o concurso da Petrobras. A taxa de inscrição para cargos de nível médio é de R$ 40 e, para os de nível superior, de R$ 58. Ao todo, são 8.088 vagas, sendo 663 para preenchimento imediato e 7.425 para formação de cadastro de reserva. Os salários podem chegar a R$ 8.081,98.

Para os cargos de nível médio, as funções são: técnico ambiental júnior; técnico de administração e controle júnior; técnico de comercialização e logística júnior; técnico de enfermagem do trabalho júnior; técnico de estabilidade júnior; técnico de exploração de petróleo júnior; técnico de informática júnior; técnico de inspeção de equipamentos e instalações júnior; técnico de logística de transporte júnior; técnico de manutenção júnior; técnico de operação júnior; técnico de perfuração e poços júnior; técnico de projetos, construção e montagem júnior; técnico de segurança júnior; técnico de suprimento de bens e serviços júnior; e técnico químico de petróleo júnior.

Já para os cargos de nível superior são: administrador júnior; analista de comercialização e logística júnior - transporte marítimo; contador júnior; enfermeiro do trabalho júnior; engenheiro civil júnior; engenheiro de equipamentos júnior; engenheiro de petróleo júnior; engenheiro de processamento júnior; engenheiro de produção júnior; engenheiro de segurança júnior; geofísico júnior – geologia; médico do trabalho júnior; profissional de comunicação social júnior.

Conforme a Petrobras, o salário básico é de R$ 1.721,05 a R$ 4.929,01. Entretanto, com os benefícios, os pagamentos mínimos variam entre R$ 2.821,96 e R$ 8.081,98.

A empresa responsável pela seletiva é a Fundação Cesgranrio. O processo seletivo será constituído por avaliação da qualificação técnica dos candidatos, por meio de prova objetiva. Os aprovados nesta fase serão convocados para as demais etapas do certame.

O resultado final será válido por seis meses, contados a partir da data de homologação do resultado final, com possibilidade de prorrogação por igual período.

Os candidatos aprovados e convocados para ingresso na Petrobras assinarão contrato de trabalho do regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em caráter experimental de 90 dias, podendo este contrato ter prazo indeterminado, se o desempenho for satisfatório.

As informações sobre os locais de prova sairão a partir do dia 3 de dezembro de 2014. Para inscrições e mais informações, clique aqui.

Fonte: IFronteira
Imagem: Agencia Petrobras

HRT e OGPar travam disputa na Bacia de Campos

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A HRT informou ontem que pediu à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a suspensão da produção do campo de Tubarão Martelo, operado pela OGPar, até que a agência defina os termos e condições do processo de unitização (união de dois campos num projeto único de produção) do campo da OGPar com o de Polvo, operado pela HRT.

A HRT argumenta que ainda não recebeu os dados sísmicos e geológicos por parte da OGPar e informa que solicitou o acesso ao plano de desenvolvimento de Tubarão Martelo e ao processo administrativo que contém os relatórios técnicos sobre a individualização dos campos.

Segundo a HRT, a OGPar vem tentando inviabilizar a individualização da produção na Bacia de Campos. Vale lembrar que em junho do ano passado, ao aprovar o plano de desenvolvimento de Tubarão Martelo, a ANP impôs à apresentação de um acordo de unitização com Polvo até 31 de dezembro deste ano.

Há duas semanas, a OGPar havia informado que discordava da avaliação da HRT sobre a conexão entre Tubarão Martelo e Polvo e que espera que a HRT comprove a ligação dos campos.

Na ocasião, a OGPar declarou que os quatro poços produtores de Tubarão Martelo não possuem qualquer ligação com Polvo e que a perfuração da extremidade da área, onde supostamente haveria conexão com o campo vizinho, só deverá ocorrer em 2016.

De acordo com a HRT, as declarações da OGPar foram “realizadas, meramente, para desviar a atenção do mercado e de seus credores”.

“Não se trata de mera avaliação da HRT a existência de continuidade lateral entre os dois campos. Estudos conduzidos pela própria OGPar, em 2012, atestam que um dos reservatórios do campo de Tubarão Martelo avança pelo chamado ring fence do campo de Polvo”, informou a companhia, em nota. Procurada, a OGPar preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

Fonte: Valor Econômico
Imagem: Portal Exame

O limite da energia e possível repasse aos consumidores

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A estiagem em diversos pontos do país não traz problemas apenas no que respeita à oferta de água para a população.

Também a produção de energia se vê afetada pela falta de chuvas.

E isso, mais uma vez, prejudicará o consumidor.

Os reservatórios do sistema elétrico se aproximam dos níveis mais baixos desde o ano 2000.

Com a seca, uma fatia maior da energia precisou ser gerada em usinas térmicas, mais caras que as hidrelétricas.

Como as distribuidoras compram energia a preços mais ou menos livres, mas vendem a valores regulados, um grande aumento de custo na produção se traduz como deficit nas contas.

O rombo neste ano já alcança R$ 19 bilhões.

No intuito de evitar que o cenário se repita em 2015, o governo pretende alterar os preços que podem ser cobrados pela energia no mercado de curto prazo.

O valor máximo cairia dos atuais R$ 822,83/MWh para R$ 388,04/MWh, enquanto o mínimo subiria de R$ 15,62 para R$ 30,26/MWh.

O objetivo do teto mais baixo é incentivar as empresas geradoras a ofertar energia em contratos de longo prazo no próximo leilão, marcado para 5 de dezembro.

Se fizerem isso, ajudarão a reduzir o risco das distribuidoras, hoje bastante expostas às oscilações.

Não se trata, porém, de panaceia.

Se não chover o suficiente para recuperar os reservatórios, a utilização de usinas térmicas continuará impondo altos custos.

Uma parte desses valores ficará a cargo das distribuidoras, mas só até o novo limite sugerido pelo governo; o restante cairá no colo do consumidor, que pagará a diferença entre o teto e o gasto efetivo com a geração de energia.

Em resumo, a fatura mudaria de mãos, mas não desapareceria.

O paliativo pode ajudar as distribuidoras, diminuindo o buraco em que se encontram, mas não reorganizará o sistema, bagunçado desde que a presidente Dilma Rousseff (PT), ainda em 2012, tentou reduzir a conta de luz por decreto.

Ao longo deste ano, o governo organizou empréstimos de R$ 17,8 bilhões às distribuidoras, a fim de adiar o impacto ao consumidor.

Reconhece agora que é temerário insistir no malabarismo financeiro.

A redução do teto no mercado livre de energia é, na prática, um passo rumo ao que especialistas do setor consideram inevitável.

Salvo um milagre de são Pedro, a conta de luz vai subir ainda mais em 2015.

Fonte: Folha de São Paulo
Imagem - G1

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