Maersk passa a treinar profissionais no Brasil

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A demanda por qualificação profissional associada à indústria de petróleo está levando a Maersk Training, divisão de negócios da dinamarquesa Maersk, a apostar no treinamento de pessoal no país. A empresa inaugura, até agosto, um centro de treinamento na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. O centro será equipado com dois simuladores que reproduzem, em ambiente virtual, as condições enfrentadas no mar. Os equipamentos serão usados para treinar profissionais que atuam na perfuração de poços de petróleo e na operação de embarcações, em especial de barcos de apoio às plataformas.

No total, a empresa planeja investir mais de R$ 10 milhões no negócio treinamento no Brasil. A meta da Maersk Training é capacitar 500 profissionais em 2013, número que vai dobrar a cada ano até chegar a quatro mil profissionais em 2016. A Maersk Training conta com dois centros de treinamento na Dinamarca, um na Noruega, um no Reino Unido e outro na Índia. Tem também instalações, em acordo com parceiros locais, em Dubai e Cingapura. O centro brasileiro é o mais recente e começou a ser montado a partir de decisão da empresa em 2010. "Vimos oportunidades no Brasil", disse Hans Dürke Bloch-Kjaer, diretor da Maersk Training Brasil.

A preocupação com o treinamento de pessoal ganhou força na Maersk depois que uma das empresas do grupo, a Maersk Drilling, enfrentou a explosão de um poço de petróleo no Mar do Norte, nos anos de 1970. O acidente levou a uma investigação que concluiu que o treinamento dado pela empresa não resultava em mudança de comportamento das pessoas. Como resultado, foi criado um centro de treinamento, o Maersk Drilling Centre, no fim dos anos de 1970.

Outras divisões de negócios da Maersk também despertaram para a importância do tema. Nos anos 90, a Maersk criou uma empresa focada em treinamento que até 2009 atuou só para o grupo. A partir de 2010, a Maersk Training passou a oferecer também serviços de treinamento ao mercado.

O centro de treinamento da empresa no Rio será equipado com dois simuladores. Um voltado para perfurações de poços de petróleo. Neste caso, vai se treinar o controle de poço, para evitar acidentes, incluindo explosões. O outro simulador será aplicado à área marítima e inclui o treinamento de operações de ancoragem de plataformas e o uso, em embarcações offshore, do chamado posicionamento dinâmico (DP, na sigla em inglês). O DP é uma ferramenta que utiliza satélites para manter um barco na mesma posição, corrigindo desvios causados pelo vento e pelas marés. Simulador semelhante ao da Maersk Training custa no mercado cerca de € 800 mil.

Bloch-Kjaer disse que existe a possibilidade de a empresa expandir as atividades no Brasil, incluindo atividades de sobrevivência, que incluem resgates quando, por exemplo, um navio encalha. É uma atividade que inclui helicópteros e engloba também o combate à incêndios.

O executivo afirmou que o número de profissionais treinados a partir de 2016 no Brasil vai depender da demanda na área de sobrevivência. Neste segmento, a Maersk tem outra empresa, chamada Svitzer, cujo negócio de treinamento foi fundido com o da Maersk Training, disse Bloch-Kjaer. Segundo ele, a regulamentação exige que as equipes que trabalham em plataformas de perfuração de poços de petróleo passem por treinamentos de cinco dias a cada dois anos.

No caso do posicionamento dinâmico, um treinamento da Maersk custa de R$ 5 mil a R$ 5,5 mil para um curso semanal de 37,5 horas. Concluído o treinamento, o operador volta para a plataforma e trabalha por seis meses antes de fazer mais uma semana de aula. Ao fim, ele recebe o certificado de operador de posicionamento dinâmico, disse Bloch-Kjaer. Ele reconhece que a Maersk vai enfrentar a concorrência de outras empresas que também atuam no treinamento no Brasil, mas disse que a companhia dinamarquesa se diferencia por ter um portfólio amplo de produtos. A lista inclui treinamentos nas áreas de tecnologia de perfuração, tecnologia marítima, guindastes, sobrevivência, segurança, segurança pessoal e habilidades pessoais. "Temos [no mundo] muitos competidores para cada uma dessas atividades, mas ninguém faz isso tudo. Para nós, treinamento é o que fazemos, é nosso negócio."

Na área portuária, a Maersk Training acertou contrato com a Brasil Terminal Portuário (BTP), com terminal em Santos (SP), para treinar mão de obra especializada na operação de equipamentos portuários (portêineres e transtêineres). O terminal, com investimentos de R$ 1,94 bilhão, está previsto para entrar em operação até o fim do primeiro semestre e terá capacidade para movimentar 1,2 milhão de TEUs (contêiner equivalente a 20 pés) e 1,4 milhão de toneladas de granéis líquidos por ano. A BTP é uma joint venture entre a Terminal Investment Limited (TIL) e a APM Terminals, pertencente ao grupo A.P. Moeller, que também controla a Maersk. (FG)

Fonte: Valor Econômico

Pré-sal faz Petrobras 'poupar' em leilão

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Diante da obrigatoriedade da Petrobras de liderar os consórcios no leilão de áreas do pré-sal com participação de, no mínimo, 30%, a estatal decidiu ser seletiva na rodada de licitação da ANP de anteontem e abriu espaço a companhias estrangeiras.

A companhia concentrou suas aquisições em duas áreas (bacias da foz do Amazonas e do Espírito Santo) e, por sua fatia nos blocos, pagou R$ 538 milhões à ANP --que arrecadou, ao todo, R$ 2,8 bilhões no leilão.

O foco nessas duas bacias e a abertura para a entrada de novas empresas nas áreas fora do pré-sal foram parte da estratégia da Petrobras, segundo a Folha apurou.

Um outro ponto que pesou para a empresa limitar sua atuação no leilão foi o compromisso de investimento de US$ 236,7 bilhões até 2017.

Pela lei do pré-sal, a estatal tem de ser operadora dos blocos a serem licitados na área (o primeiro leilão está previsto para novembro) e bancar 30% do investimento.

Ao ser operadora, ela assume a responsabilidade por planejar e executar a exploração (perfuração de poços) e produção dos campos e fazer contratações de bens, serviços (plataformas e sondas, inclusive) e empregados.

Por isso, a estatal delegou a outras grandes petroleiras mundiais como BP e Total essa função em boa parte dos blocos arrematados por ela em parceria com essas e outras companhias no leilão de concessão da ANP.

ESCOLHA DE BLOCOS

A opção por blocos na foz do Amazonas se deu diante das boas perspectivas geradas por descobertas em áreas similares da África e Guiana.

Já na bacia do Espírito Santo o objetivo da estatal foi "cercar" campos já descobertos e onde possui plataformas instaladas --o que reduz a necessidade de investimento.

A licitação de anteontem da ANP ofertou áreas de bacias maduras (muito exploradas) ou pouco conhecidas e sem tradição na exploração de petróleo, chamadas de novas fronteiras.

Segundo analistas e executivos do setor, a Petrobras adotou uma atitude de "cautela" e mostrou "pé no chão" no leilão.

A estatal assumiu ainda um papel "menos relevante", dizem, ao abrir mão da liderar os consórcios e operar blocos, apesar de ter sido a empresa que comprou (sozinha ou em parceria) mais áreas no leilão --34 ao todo.

Apenas em sete blocos a empresa fez lances sozinha. Preferiu nos outros 27 uma participação minoritária.

Na Foz do Amazonas, tida como promissora em águas profundas (especialidade da empresa), a Petrobras se limitou a 30% em consórcio com Total e BP.

Para Adriano Pires, diretor da consultoria CBIE, isso indica que a empresa está poupando esforços para o leilão do pré-sal.

"Ela foi mais comedida por causa da obrigação de ser operadora única do pré-sal."

O espaço deixado pela estatal permitiu que outras petroleiras assumissem também o "protagonismo" na exploração do país, segundo o presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo), João Carlos de Lucas.

"Isso traz um novo dinamismo ao setor e uma multiplicidade de atores. Agora, o mapa do petróleo no Brasil é diferente."

Fonte: Folha de São Paulo/DENISE LUNA PEDRO SOARES DO RIO

ANP determina estoques mínimos de combustível pela Petrobras

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A Agência Nacional do Petróleo (ANP) decidiu estabelecer, pela primeira vez, volumes mínimos de estoques de derivados de petróleo por empresas produtoras, para evitar problemas de abastecimento que já começaram a ocorrer em alguns pontos do país, informou um dos diretores da reguladora.

A diretoria da agência aprovou minuta de resolução que estabelece a obrigatoriedade da formação de estoques de combustíveis, o que deverá forçar a Petrobras a fazer maiores investimentos em terminais e logística.

"Hoje não existe regulação. O que estamos instituindo é que cada produtor vai ter que obedecer a estoques mínimos de combustíveis", disse à Reuters o diretor da ANP Florival Carvalho.

A resolução, aprovada na noite de quinta-feira, deverá entrar em vigor após um processo que envolve período de consulta pública.

O mercado de combustíveis no Brasil enfrenta, além da insuficiente produção, gargalos nos terminais, cada vez mais procurados por causa do aumento das importações de gasolina e diesel.

Segundo Carvalho, a agência prevê que os estoques de derivados de petróleo deverão ser suficientes para três a cinco dias, mas este período ainda está sujeito a estudos e consulta pública.

As distribuidoras também deverão ter compromissos com infraestrutura, segundo Carvalho.

A agência também aprovou uma minuta que prevê compromissos com estoques pelas distribuidoras.

Em estudo publicado recentemente em seu site, a ANP mostrou que a necessidade logística para desembarque dos derivados aumentou 70 % em apenas três anos (2008 a 2011) e "essa tendência deve ser mantida, caso não se alterem as condições de oferta doméstica e de crescimento da demanda verificadas nos anos recentes, uma vez que terminais, bases e refinarias estão no limite de capacidade".

Alguns pontos no país já enfrentam problemas, como Vitória e Fortaleza, bem como outros pontos da região Sul.

"Apesar de não se vislumbrar risco de desabastecimento sistêmico, ele pode ocorrer pontualmente, como mostraram alguns episódios ocorridos em 2012", disse o estudo da ANP, referindo-se aos pontos mais críticos.

A preocupação da agência com o abastecimento de derivados ocorre em um momento em que a Petrobras tem focado investimentos na exploração e produção, especialmente no pré-sal.

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), a Petrobras aumentou o intervalo das entregas de cargas, forçando as distribuidoras a elevar estoques e a investir mais em infraestrutura para dar conta de armazenar combustíveis a tempo de esperar novos fornecimentos da estatal.

Fonte: Sabrina Lorenzi - Reuters Imagem: Germano Lüders/EXAME.com

Argentina teria 2ª maior reserva de óleo não convencional

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A Argentina abrigaria o segundo maior reservatório mundial de petróleo não convencional, após os EUA, concentrado na mega reserva patagônica de Vaca Muerta, disse o presidente da Chevron para a América Latina e África, Ali Moshiri.

A Chevron assinou nesta quarta-feira um acordo com a estatal petrolífera YPF Argentina relativo às condições para que o grupo dos EUA invista até 1,5 bilhão de dólares no desenvolvimento da reserva.

"Alguns dizem que a China é o número dois, mas, na realidade, se você olhar para a geologia e o volume de petróleo não convencional, a Argentina é o segundo", disse ele durante uma coletiva de imprensa na quarta-feira, com três agências internacionais de notícias na qual o presidente da YPF, Miguel Galuccio, também participou.

Especialistas argumentam que a Argentina ocuparia o terceiro lugar na posse de petróleo não convencional depois dos Estados Unidos e China.

Um comunicado do Departamento de Energia dos EUA quantificou em cerca de 774 trilhões de pés cúbicos de gás em volume preso nas rochas de xisto de Vaca Muerta. Não há projeções disponíveis para o petróleo convencional da reserva, mas estudos preliminares indicam que cerca de 77 por cento da área seria de petróleo.

A YPF tem interesses em mais de 3 milhões de acres líquidos em Vaca Muerta, que abrange 7,4 milhões de hectares principalmente na província patagônica de Neuquén. Cálculos privados estimaram em 250 bilhões de dólares o investimento necessário para desenvolver plenamente as enormes reservas.

A exploração de Vaca Muerta está começando, e os investidores internacionais têm se mostrado relutantes em fornecer os bilhões de dólares necessários para o seu desenvolvimento por causa das dúvidas que geram as políticas intervencionistas da presidente peronista Cristina Kirshner.

Nos EUA, a exploração do gás não convencional permitiu um aumento acentuado na produção, mas a extração do petróleo deste tipo ainda está começando, como no resto do mundo.

Em contraste, na Argentina, embora inicialmente todos as observações apontavam para gás em Vaca Muerta, até agora a maioria dos poços perfurados na formação tem como objetivo a extracção de petróleo.

Segundo analistas, isso é, em grande parte devido pelo fato dos preços do gás, regulamentados pelo governo, não serem rentáveis até poucos meses atrás, quando as autoridades concordaram um preço de 7,5 dólares por milhão de btu (unidades térmicas britânicas).

"Em Vaca Muerta temos gás, gás úmido e petróleo. Acredito que vamos ser pioneiros no petróleo _ em termos de normas, práticas e tipos de desenvolvimento de petróleo não convencional na indústria", disse Galuccio.

Em seu plano estratégico, a YPF planeja para este ano dois pilotos na áreas sob modo de fábrica para perfurar 132 poços de petróleo e 14 gás natural.

Fonte: Karina Grazina - Reuters Imagem: David McNew/Getty Images

Dia da Revenda de Gás LP é criado em São Paulo

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Ontem, dia 17, foi comemorado, pela primeira vez, o Dia da Revenda de Gás LP no Estado de São Paulo. A Lei nº 15.005, sancionada no dia 9 de maio último, que institui a data, é de autoria do ex-deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB – SP), e atual prefeito de Jundiaí. O Sindigás, que representa as principais empresas distribuidoras do setor, vibrou com a medida, que nasceu junto com a intensa batalha da ANP contra a informalidade no desenvolvimento do Programa Gás Legal.

A criação de uma data comemorativa sempre fez parte do pleito da entidade. Para Sergio Bandeira de Mello, presidente do sindicato, “a lei exalta a importância do Gás LP para a população e o serviço prestado pelos parceiros postos revendedores de Gás LP, que levam porta a porta 12 botijões a cada segundo, em todo o Brasil, em um total de mais de 53 milhões de lares”.

Fonte: UdP

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