BRASIL E ARGENTINA AVANÇAM EM PROJETO NUCLEAR

Brasil e Argentina estão desenvolvendo, cada vez mais, seus vínculos relacionados à energia nuclear. No último dia 27 de agosto, técnicos dos dois países avançaram na discussão sobre o projeto de construção de um reator. O alinhamento das intenções dos dois países aconteceu no encerramento de uma série de reuniões em Buenos Aires, nas quais o saldo final foi bastante positivo, com a constatação de que a cooperação para esse projeto é viável.

Participaram dos encontros bilaterais especialistas da Agência Brasileira-Argentina de Contabilidade e Controle (Abac), Comissão Binacional de Energia Nuclear (Coben) e do Comitê Permanente de Política Nuclear (CPPN). A última reunião com esse intuito havia sido realizada em 2005, embora Brasil e Argentina tenham atuado juntos na revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), em maio desse ano. O próximo encontro para o debate sobre a cooperação entre os dois países acontece em outubro, no Rio de Janeiro.

Ficou definido, em Buenos Aires, segundo informações da Agência Brasil, que o reator brasileiro ficará sob responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). O equipamento terá um custo de R$ 150 milhões e será construído nas imediações do Centro Experimental Aramar, em Iperó (SP). A operação está prevista para ter início em 2016. Apesar de a decisão tomada afirmar que cada país construirá seu reator de acordo com suas necessidades, com as mesmas especificações técnicas, nada foi acertado pelo lado argentino, ainda.

Com os reatores, os governos de Brasil e Argentina poderão impulsionar a indústria nuclear de seus países, através de testes de materiais sob radiação intensa. Essa é uma das necessidades do setor para crescer. Além disso, para o Brasil, a aproximação é uma forma de garantir a transparência do seu programa atômico. A criação de uma empresa binacional, em médio e longo prazo, também está na pauta das discussões. Entretanto, qualquer negociação também precisa vencer complicadores políticos e acertos diplomáticos.

Programas nucleares

Brasil e Argentina dominam tecnologias e aplicações diferentes dentro do escopo de seus programas nucleares. O Brasil domina a centrifugação para enriquecer urânio, com expectativa de atingir a autossuficiência em 2015, produz peças para a indústria, e está desenvolvendo, através da Marinha, um submarinho nuclear. Já a Argentina, produz combustível para usinas, com água pesada e urânio natural ou levemente enriquecido, além de fabricar reatores e peças.

Nicomex Notícias – Redação
nicomex@nicomex.com.br

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