DINAMARCA COMPROVA POTENCIAL DO ETANOL CELULÓSICO

Diante de um mercado altamente diversificado, mas dominado pela superioridade do petróleo como fonte principal de energia, alguns fatores são determinantes para que alternativas novas se destaquem. Competitividade, viabilidade e, cada vez mais, sustentabilidade, são exemplos de fatores que podem decretar o sucesso de uma solução ao combustível fóssil e, hoje em dia, o etanol celulósico surge com força como a grande promessa mundial, no setor de energia.

Um bom exemplo dessa realidade é a Dinamarca. Recentemente, foi feita a primeira remessa de 28 mil litros de etanol extraído da palha de trigo para o país, o que possibilitou que motoristas dinamarqueses reduzissem as emissões de gás de efeito estufa de seus veículos. Essa solução é mais uma nuance do processo de produção de etanol de segunda geração, caracterizado pela extração do produto através dos resíduos agrícolas que sobram do caminho tradicional.

No país europeu, o avanço no setor dos biocombustíveis faz parte do acordo da empresa de petróleo norueguesa Statoil para comprar cinco milhões de litros de bioetanol celulósico da biorrefinaria piloto da dinamarquesa Inbicon, que será adicionado à gasolina. Já no Brasil, o processo de produção do etanol de palha de trigo não deve demorar a chegar, como afirmou o vice-presidente global da Novozymes, Thomas Nagy, ao participar do XII Fórum Internacional sobre o Futuro do Álcool, em Sertãozinho – SP. “Dentro de poucos anos as companhias brasileiras líderes de mercado poderão assegurar um fornecimento de biocombustível celulósico em escala industrial”, disse.

No Brasil, a Novozymes, líder mundial em bioinovação, já trabalha no estudo de enzimas para a extração de etanol de segunda geração (2G). Diferentemente do caso dinamarquês, a solução brasileira mais desenvolvida é através do bagaço da cana-de-açúcar, aproveitando a abundância do insumo. Dessa forma, a produção seria potencializada, já que não é necessariamente obrigatório o plantio de mais cana, mas sim o novo direcionamento dos resíduos.

Potencial produtivo

Embora o etanol brasileiro já seja realidade no mercado, a solução de segunda geração pode transformar o país em uma potência nesta área. Segundo o presidente global da Novozymes, Steen Riisgaard, até 2020 o Brasil vai produzir 17,3 bilhões de litros do novo combustível. O exemplo dinamarquês já demonstra que o etanol celulósico funciona e está pronto, faltando apenas ganhar escala comercial, o que pode ser acelerado pela participação de grandes empresas como a Statoil, que já tem acordo com a Inbicon para compra de biocombustível feito a partir de resíduos agrícolas e florestais.

Nicomex Notícias – Redação
nicomex@nicomex.com.br

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