EMPRESAS HOLANDESAS AMPLIAM INVESTIMENTOS NO BRASIL

Nos últimos quatro anos, 60 novas empresas holandesas se instalaram no Brasil, buscando oportunidades nos setores de petróleo e gás, naval e offshore, em um movimento que promete continuar crescendo. Essa é a meta dos europeus, que estimam investir USD 9 bilhões na indústria petrolífera e naval brasileira no período de 2007 a 2012. E essa projeção, mais cuidadosa, ainda pode aumentar, uma vez que o desenvolvimento do pré-sal deve forçar maiores aportes.

“Brasil e Holanda têm tudo para serem os melhores e maiores parceiros do mundo nos setores naval, de petróleo e offshore”, afirma o cônsul-geral dos Países Baixos no Rio de Janeiro, Paul Comenencia, que destacou, em coletiva realizada na cidade, que 25% das exportações da Holanda para a América Latina são para o Brasil e 40% das exportações do Brasil para a Europa têm como destino os Países Baixos. O cônsul-geral ainda lembra que as empresas holandesas, com sua tradição secular e experiência na exploração de gás e petróleo no Mar do Norte, têm muito a contribuir com a atividade offshore no Brasil.

Usando como motivação essa possibilidade de estreitar laços econômicos no Brasil e vislumbrando o país como o maior foco dos investimentos holandeses em toda a América, será realizado, no dia 12 de setembro, véspera do início da Rio Oil & Gas 2010, outro evento para o setor de petróleo, o Holanda-Brasil Oil & Gas, no Copacabana Palace. O encontro servirá como plataforma para a aproximação entre contratantes locais e fornecedores holandeses, assim como forma de mostrar aos brasileiros a maneira de trabalhar dos parceiros europeus.

Planos para o futuro

Do total previsto de investimentos até 2012, ao menos USD 1 bilhão virão de pequenas e médias companhias, que ajustarão seu aporte de acordo com os contratos fechados no Brasil. A Fugro Brasil, empresa de serviços submarinos e levantamentos, por exemplo, já aplicou USD 10 milhões em uma base em Rio das Ostras, no Rio de Janeiro e investe no treinamento de seus 1100 funcionários – apenas quatro estrangeiros – através da Fugro Academy, mostrando a importância em fincar raízes no país e gerar emprego e renda. “Buscamos o crescimento no Brasil, junto às oportunidades do pré-sal, além de outros clientes. Estamos aqui para ficar por muito tempo”, afirma a Diretora Presidente, Mathilde Scholtes.

Outra preocupação dos investidores holandeses é com o conteúdo local. Por isso, as empresas que já exportam para o Brasil estão substituindo essa estratégia pela fabricação no país, o que exige investimentos diretos em instalação de escritórios, linhas de produção ou parcerias. Dessa forma, as companhias podem incluir seus produtos na faixa de conteúdo local exigida para os setores offshore e naval no Brasil. É o caso da Alewijnse, fabricante de sistemas marítimos, que está disposta a se associar a uma empresa brasileira, com intenção de ter 95% de conteúdo local e investimentos, até 2011, da ordem de 500 mil a 1 milhão de euros. Nesse padrão se enquadra também a Thomassen Compressores do Brasil: “Estamos com perspectivas de crescimento bastante arrojadas”, destaca o Diretor Comercial, Francisco Edgar da Silva Filho.

Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br

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