Mercado de gás natural cresce e gera investimentos no Estado

As descobertas mais recentes, principalmente na camada do pré-sal, e a decisão da Petrobras de investir pesadamente para aumentar a produção de gás natural, devem transformar o Espírito Santo em um dos Estados mais importantes para este segmento no país. Somente a estatal pretende investir R$ 40,6 bilhões no Estado, em vários projetos, inclusive de gás natural, até 2014. A previsão é de que, nos próximos quatro anos, haja crescimento médio anual de 7,4% no mercado de gás no Brasil, o que impulsiona ainda mais os investimentos no setor.

A decisão da Petrobras de construir, no município de Linhares, um polo gás-químico que incluirá uma fábrica de fertilizantes e de metanol é de grande importância para o Estado. “A partir da produção do metanol, outros negócios poderão ser atraídos para a região”, aposta o secretário estadual de Desenvolvimento, Márcio Félix Bezerra.

O secretário não considera apenas o polo gás-químico de Linhares, que deverá receber investimentos em torno de R$ 3 bilhões, como muito importante. “Este tipo de empreendimento acaba estimulando a vinda de muitas empresas, cuja produção gira em torno do metanol e seus derivados. Isso gera empregos e impostos para o município e toda a região Norte do Estado”.

Além de atrair novos empreendimentos, esse tipo de investimento gera muitos empregos, tanto na obra quanto na operação. Estima-se que pelo menos 3 mil trabalhadores serão contratados para a implantação do polo químico e outros 9 mil poderão atuar na operação, considerando as vagas diretas e as indiretas. As obras do polo deverão ficar prontas até o final de 2015.

O gás natural também já garantiu para o Estado cinco usinas termelétricas movidas a gás. O objetivo das térmicas é de garantir a geração de energia elétrica sempre que o sistema de hidrelétricas estiver com os reservatórios abaixo do limite considerado ideal.

A primeira das usinas já está pronta e foi construída no município de Viana pela empresa Wärtisila. A Termelétrica de Viana (Tevisa) tem capacidade para gerar 174,6 megawatts de energia e pode entrar em operação no momento que for solicitada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).

As outras usinas termelétricas movidas a gás natural serão instaladas em Cariacica e Linhares e fazem parte do projeto do ONS de garantir energia sempre que existir algum problema com o sistema hidrelétrico no país.

Além disso, o gás natural vai garantir o funcionamento de grandes plantas industriais no Espírito Santo. É o caso da Vale, que deve converter suas unidades de pelotização, no complexo de Tubarão, em Vitória, para gás, onde hoje utiliza óleo combustível. Medida semelhante deve adotar a Samarco, em Ubu, a partir da entrada em funcionamento da Unidade de Tratamento de Gás Sul Capixaba, em Anchieta.

Produção e investimento

20 milhõesde metros - Cúbicos por dia é a previsão de produção de gás no Espírito Santo a partir de 2013 quando entrarem em operação as plataformas P-57 e Cidade de Anchieta, que produzirão no Litoral Sul.

R$ 40,6 bilhões - Esse é o valor que a Petrobras planeja investir no Espírito Santo, em todas as áreas, até 2014, incluindo os projetos nas áreas de produção de petróleo, gás e terminal portuário.

160 km de gasoduto ligarão o Sul ao Norte do Estado
Um dos projetos importantes na área de gás, no Espírito Santo, é o gasoduto marítimo que ligará o Parque das Baleias, no Litoral Sul, ao campo de Camarupim, no Litoral Norte e, deste campo, à Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), em Linhares, num total de 160 km.

A construção deve começar em 2011 e, no ano seguinte, no primeiro semestre, já deverá estar em operação, conforme previsão da Petrobras, que desenvolve os estudos concentuais do projeto. O Gasoduto Marítimo Sul-Norte, como vem sendo chamado na estatal, vai transportar parte do gás dos campos do parque das Baleias, principalmente, dos poços localizados na camada do pré-sal, para ser processado na UTCG, em Linhares. Ele terá capacidade para transportar 7 milhões de m3 de gás por dia.

A decisão de construir mais esse gasoduto, segundo técnicos da Petrobras, se deve às descobertas feitas na camada do pré-sal no Parque das Baleias. A característica do gás destes poços é diferente do gás proveniente dos poços perfurados nos campos de óleo pesado do pós-sal.

O gás natural dos campos do pós-sal será processado na Unidade de Tratamento de Gás Sul Capixaba que está em fase final de construção em Ubu, município de Anchieta. O mais importante, é que, nos dois casos, a partir do processamento do gás tando do pós quando do pré-sal, o resultado será disponibilizado para as termelétricas, para o polo gás-químico e, ainda, para o Gasene, rede de dutos que corta o país desde o Rio Grande do Sul até o Nordeste.

Até 2013, a produção de gás no Espírito Santo deverá atingir 20 milhões de m3 por dia. Além do GN, a partir do processamento que será feito na UTGC, em Linhares, a Petrobras também pretende embarcar, por meio de uma unidade instalada em Barra do Riacho, gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha e também de C5+, outro derivado do gás natural.

Em função desta constatação, estudos realizados pela companhia mostram que é mais interessante e econômico levar o gás do Parque das Baleias até o Campo de Golfinho e deste até à UTGC onde o produto será processado e, depois terá sua destinação definida.

Produção de petróleo e gás em terra e no mar
Além da produção de petróleo e gás em terra, há hoje no Espírito Santo a produção de óleo e gás no mar no Litoral Sul, em frente aos municípios de Presidente Kennedy, Marataízes e Itapemirim e no Litoral Norte, em frente a Aracruz e Linhares. No extremo Sul, ainda na Bacia de Campos, mas já no litoral capixaba, além da Petrobras, também já produz petróleo a companhia anglo-holandesa Shell, no Parque das Conchas.

A Shell é a operadora do antigo BC-60, cuja produção teve início no segundo semestre do ano passado, mas não é a única dona do agora batizado Parque das Conchas. Ela tem 50% de participação no bloco e divide a propriedade com a Petrobras (35%) e a companhia estatal do petróleo da Índia ONGC (15%).

Plataformas
Para chegar à produção de 500 mil barris por dia nos próximos três anos, a Petrobras já está contratando novas plataformas para produzir nos campos capixabas. A empresa assinou contrato com a SBM, no ano passado, para a construção da plataforma P-57, que será instalada no Campo de Jubarte, e que terá capacidade para produzir 180 mil barris por dia de petróleo e de comprimir 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

Será mais uma unidade do tipo FPSO, ou seja, um navio que pode produzir, armazenar e transferir óleo e gás. A Petrobras pretende produzir entre 400 mil e 500 mil barris por dia, a partir de 2015, no Parque das Baleias.

Em 2012, começará a operar a plataforma Cidade de Anchieta, que extrairá petróleo do pré-sal em seis poços no Campo de Baleia Azul.

Já a plataforma P-58 será direcionada ao norte do Parque das Baleias, onde produzirá petróleo do pós-sal e do pré-sal, nos campos de Jubarte, Cachalote, Baleia Franca e Baleia Anã. Em 2013, a plataforma P-34, que passará por adaptações em estaleiro, voltará para produzir petróleo do pós-sal no campo de Baleia Azul.

As estimativas da própria Petrobras são de que, nos próximos cinco anos, os poços do pré-sal responderão por 40% da produção no Parque das Baleias. A estatal ainda tem expectativa de encontrar reservas do pré-sal também nos blocos do Litoral Norte.

Fonte: A Gazeta (Vitória) ES/Denise Zandonadi

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