BRASIL NÃO PROTEGE SUA BIODIVERSIDADE MARINHA

Rico em biodiversidade, o Brasil tem mostrado dificuldades em proteger e estudar seus 4,2 milhões de quilômetros quadrados cobertos por água. Faltando menos de duas semanas para o início da mais importante conferência de biodiversidade do planeta, a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas, que será realizada, em Nagoya, no Japã, o governo brasileiro precisa encontrar explicações para o baixo esforço no que diz respeito à proteção da biodiversidade marinha nacional.

Atualmente estima-se que apenas 1,5% dos ecossistemas costeiros e marítimos estejam protegidos por lei, muito abaixo dos 10% estipulados como meta para este ano. Um dos motivos talvez seja a falta de conhecimento sobre essas espécies, algo em torno de 10% apenas do total presente no território nacional. “De fato houve pouco avanço”, reconhece o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias.

O secretário ainda completa: “A zona marinha é a que tem a menor proporção de áreas protegidas no Brasil”. A meta de 10%, que deveria ser alcançada, foi estipulada pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) em 2006, como demonstração de parte do esforço brasileiro para cumprir os objetivos da última Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas.

Dos apenas 1,5% protegidos, a maior parte está na verdade em ambientes terrestres associados à zona costeira, como restingas, praias e manguezais. E, ainda assim, não por completo. Segundo um estudo inédito que o Ministério do Meio Ambiente lançará até o fim do ano, se levado em conta somente áreas marinhas de proteção integral, onde são permitidas atividades econômicas, o número não passará de 0,2% do total dos ecossistemas marinhos brasileiros

Déficit científico atrapalha a proteção

A falta de proteção marinha não é apenas um problema político. A falta de informações científicas sobre a vida marinha dificulta na elaboração de estratégias. Devido a esse desconhecimento, mesmo tendo uma das maiores diversidades marinhas do planeta, a biodiversidade do Brasil é considerada relativamente pobre, comparada a outros países. Segundo especialistas o déficit não seria de vida marinha e sim de pesquisas e profissionais qualificados para estudá-las.

Nicomex Notícias
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