Casa Branca confiou demais na BP e bloqueou dados, diz comissão

Washington - O governo norte-americano foi otimista demais quanto à capacidade da BP em lidar com o vazamento de petróleo num poço do golfo do México, e bloqueou estimativas do próprio governo que poderiam ter levado a ações mais rápidas, disse uma comissão de investigação na quarta-feira.

Os resultados do trabalho da Comissão Nacional do Vazamento de Petróleo, nomeada pelo próprio presidente Barack Obama, podem causar constrangimentos para o governo e para o Partido Democrata, ameaçado de perder sua maioria parlamentar nas eleições do próximo dia 2.

O pior vazamento marítimo de petróleo na história dos EUA começou em 20 de abril, depois da explosão de uma plataforma de perfuração, que deixou 11 trabalhadores mortos.

A comissão disse que "nos primeiros dez dias do vazamento, parece que uma sensação de excesso de otimismo afetou os responsáveis. Os responsáveis quase uniformemente notaram que, embora entendessem que estavam diante de um grande vazamento, acreditavam que a BP controlaria o poço", escreveu a comissão.

"Embora alguma estrutura de comando tenha sido adotada muito rapidamente, em outros aspectos a mobilização de recursos para combater o vazamento pareceu ficar para trás."

O vazamento, que só foi interrompido em 15 de julho, causou graves prejuízos ambientais e econômicos na costa sul dos EUA.

Outra crítica da comissão à Casa Branca foi ter inicialmente bloqueado a divulgação das estimativas mais alarmantes sobre o vazamento, o que no entender dos autores do relatório poderia ter acelerado a liberação de mais recursos.

Segundo a comissão, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) quis divulgar seus modelos com o pior cenário já no final de abril ou começo de maio.

Mas o Escritório de Gestão de Orçamento (OMB) da Casa Branca vetou a divulgação, num momento em que a BP estava sendo acusada de fornecer informações imprecisas sobre o volume de óleo que vazava.

Em nota conjunta, o OMB e a NOAA não negaram que as primeiras estimativas da NOAA tenham sido censuradas. Alegaram, no entanto, que as primeiras análises estavam incompletas, por não levarem em conta as medidas de controle parcial do óleo, como o uso de barreiras flutuantes e da queima do óleo na superfície do mar.

As duas agências lembraram ainda que outros membros do governo informaram publicamente no começo de maio qual poderia ser o pior cenário.

Fonte: Portal Exame

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