Fundos buscam associações no setor

A entrada de capitais cingapurianos na Odebrecht Óleo e Gás, anunciada ontem, pode ser vista como um exemplo que tende a se repetir com outras empresas da área de engenharia ligadas ao petróleo. "Tem fila de gente querendo parcerias", diz Renato Ribeiro Abreu, diretor-presidente do grupo MPE. O grupo, que deve faturar R$ 1,25 bilhão este ano, analisa três ou quatro propostas de associação na área de petróleo e gás, na qual atua em projetos de construção de plataformas e de reforma e modernização de refinarias.

Entre os interessados em parcerias com o MPE estão bancos e fundos de investimento nacionais e estrangeiros. Na visão de Abreu, os estrangeiros têm cada vez mais interesse de fazer acordos com empresas brasileiras de engenharia que estejam bem posicionadas como fornecedoras da Petrobras. Para o MPE, uma futura parceria na área de óleo e gás poderá aumentar a capacidade do grupo de participar de grandes projetos. Por meio de uma associação, o grupo poderia ampliar os limites de garantias exigidos em empreendimentos do setor.

A parceria também pode significar a incorporação de tecnologia. É o caso da Ebse Soluções de Engenharia, fabricante de tubos de aço controlada pelo MPE. A empresa já tem acordo com a holandesa Frames para desenvolver projetos especiais, como a construção de equipamentos usados em plataformas para separar o petróleo do gás, da água e da areia. A Ebse também está em entendimentos com uma multinacional estrangeira para fazer a pré-fabricação de componentes de tubulações de aço, conhecidos como "spools", nas unidades da empresa no Rio e em Pernambuco. Em Itapissuma, perto da Ilha de Itamaracá (PE), a Ebse montou uma fábrica para atender a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), a Petroquímica Suape e a indústria da construção naval.

Marcelo Bonilha, diretor superintendente da Ebse, disse que o acordo em negociação com a multinacional levaria a empresa a fazer "spools" com uma tecnologia diferente daquela que hoje emprega, o que permitiria redução de custos e maior velocidade de produção. A Ebse, que está completando uma década sob controle do MPE, deve faturar este ano R$ 145 milhões e a perspectiva para 2011 é ultrapassar os R$ 200 milhões.

Carlos Maurício de Paula Barros, que acumula a presidência da Ebse e da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), avalia que é crescente o interesse de empresas estrangeiras pelo setor de óleo e gás no Brasil. Na área de engenharia de projeto, diz Barros, há diversas empresas de controle estrangeiro operando no Brasil. No segmento de fabricação, há muita conversa envolvendo empresas de engenharia nacionais, diz Barros. A Abemi não tem preocupação com a chegada de empresas estrangeiras.

Essas companhias, diz Barros, transferem tecnologia e permitem a incorporação de novos processos, além de utilizarem mão de obra local. Barros afirmou que com a exigência de conteúdo nacional no setor de petróleo e gás as empresas estrangeiras têm de buscar parcerias ou se instalarem no país. A preocupação da Abemi, segundo Barros, é com o produto feito no exterior que entra no Brasil para competir com a indústria nacional em condições de desigualdade por força da valorização do real e de incentivos tributários na importação.

Fonte: valor Econômico/Francisco Góes | Do Rio

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