INDÚSTRIA NAVAL BRASILEIRA ROMPE BARREIRAS

O crescimento do setor de petróleo impulsiona a geração de empregos na construção naval. Segundo dados do Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore), a carteira de pedidos nos estaleiros nacionais até 2014, vai passar de 300 embarcações. A fabricação desses navios atende, na sua maioria, aos pedidos da Petrobras e de outras empresas do setor. A subsidiária da Petrobras Transpetro, por exemplo, por meio do Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota), encomendou 49 navios, com entrega prevista até 2015.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, afirmou recentemente que a empresa vai construir mais “algumas dezenas de plataformas” no Brasil nos próximos anos. Segundo ele, para cada plataforma, são necessários cinco barcos de apoio. Por isso, será preciso construir "dezenas, centenas de barcos de apoio para as plataformas e navios para o transporte do petróleo". De acordo com o executivo, será preciso mais cargueiros para transportar. “Nosso programa é de crescimento acelerado, que aponta para um futuro melhor, com mais emprego, mais renda, mais produção de combustível e mais capacidade de gerar emprego e renda em outras atividades da economia brasileira”, disse Gabrielli.

A afirmação do presidente da Petrobras foi feita durante o lançamento da P-57, que é a primeira plataforma gigante a entrar em operação nos últimos três anos. Com capacidade de produção de 180 mil barris de petróleo por dia, a P-57 deve começar a produzir petróleo no Parque das Baleias, porção norte da Bacia de Campos, no litoral capixaba, no fim de novembro. Desde a P-54, em dezembro de 2007, a estatal só vinha colocando unidades menores em operação. Parte das obras da P-57 foram realizadas no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis. A plataforma começará a operar ainda este ano, interligada a 22 poços, sendo 15 produtores e 7 injetores de água. Será a primeira unidade dessa complexidade a operar na costa do Espírito Santo.

O professor de engenharia naval da Coppe/UFRJ, Floriano Pires Júnior, afirma que plataformas como essa podem ser feitas no Brasil sem problemas e explica que essa unidade foi construída a partir da conversão de um casco existente de petroleiro, que foi feita em Cingapura. “Do ponto de vista tecnológico, o Brasil não teria dificuldade em realizar a conversão. O principal entrave era disponibilidade dos estaleiros com dique com a capacidade requerida (Atlântico Sul e Inhaúma (antigo Ishibras). Têm sido feitas no Brasil obras até mais complexas, como P51 e P56, por exemplo”, afirmou em entrevista ao Nicomex Notícias.

A plataforma foi construída pela SBM, em Cingapura. Os aportes no projeto somam R$ 5,1 bilhões, sendo R$ 3,1 bilhões até o final do ano e R$ 2 bilhões até 2014. A Petrobras pretende utilizar a P-57 como base para novos projetos replicantes (idênticos). As duas primeiras unidades que serão contratadas sob o mesmo modelo serão as plataformas P-58 e P-62 (já em processo final de licitação). O mesmo modelo também será adotado para a P-63 e para todos os navios-plataformas do tipo FPSO que vão operar no pré-sal da Bacia de Santos. Segundo o gerente de projetos da estatal, Pedro Barusco, as plataformas são idênticas à P-57, mas adotam o sistema de contratação da P-55, com a Petrobras atuando na encomenda dos pacotes separadamente.

Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br

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