Plataforma traz 70% a mais de royalties e novos negócios

A chegada da P-57 ao campo de Jubarte, Litoral Sul do Espírito Santo, vai ampliar em até 70% os royalties distribuídos para os municípios de Anchieta, Marataízes , Itapemirim e Presidente Kennedy. O cálculo é do secretário de Desenvolvimento do Estado, Márcio Félix Bezerra, que participou ontem do batismo da plataforma em Angra dos Reis (RJ).

As cidades mais beneficiadas diretamente são Presidente Kennedy, Marataízes, Itapemirim, Piúma e Anchieta. Juntas, hoje elas recebem em média R$ 100 milhões. Com o acréscimo só dessa plataforma, podem ganhar R$ 170 milhões de royalties por ano.

"Até o final de 2011, quando a plataforma estará em seu pleno funcionamento, deveremos ter um incremento de até 75% na produção. Por dia, serão 180 mil barris de óleo e 2 milhões de metros cúbicos de gás. O aumento dos royalties deve crescer na mesma proporção. Creio que esses municípios devem ver seus royalties ampliados na faixa entre 50% e 70%", prevê.

E os benefícios econômicos não param por aí. A expectativa é de que os fornecedores locais vejam a demanda por seus serviços crescer bastante no próximo ano. "Imagine que uma fábrica nova, com uma capacidade de produzir R$ 17 milhões por dia, acaba de chegar ao Estado. São US$ 300 milhões por mês que passam a circular. Como toda grande fábrica, a plataforma vai precisar de fornecedores. É uma nova, e grande, frente de oportunidades que se abre para os fornecedores do Espírito Santo", assinalou o secretário.

Ele ainda explicou o fato de a Petrobras estar tratando a P-57 como inovadora. "Ela é a primeira de uma série de plataformas simplificadas e padronizadas que virão por aí. Embora se instale no pós-sal, ela será a base do que será utilizado na exploração do pré-sal".

O secretário lembrou ainda que a P-57 alcançou um índice de conteúdo nacional de 68%. "As novas plataformas da Petrobras vão seguir esse mesmo caminho. O Estado quer e vai tirar proveito disso. O estaleiro da Jurong, que ficará em Aracruz, já será um avanço. Estamos tentando trazer alguns módulos de plataformas para serem construídos no Estado. Empresas capixabas como Carioca, Imetame e União estão aptas para esse serviço. Creio que, em 2011, teremos novidades nesse sentido e algum módulo, não necessariamente da Petrobras, poderá ser construído no Estado. Estamos por detalhes para que isso aconteça", revelou Félix.

Lula acena que Hartung terá cargo no governo Dilma

Com um discurso em tom de despedida, faltando menos de três meses do final de seu segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deu a entender, ontem, no batismo da plataforma P-57, que se a petista Dilma Rousseff for eleita sua sucessora, o governador Paulo Hartung teria uma vaga no governo.

Lula brincou com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), que deixa o governo em dezembro e não se candidatou a nenhum cargo com mandato. "Vamos depois discutir o que esse companheiro vai fazer", disse Lula. Em seguida, emendou: "Certamente será meu ajudante nas pescarias que o Sérgio Cabral vai arrumar para a gente, quando a gente não tiver mais o que fazer".

Eleição

Lula evitou falar de política, tratou do fim de seu mandato, mas sem fazer menção à candidata a sucessão presidencial, Dilma Rousseff. A única referência às eleições de Lula foi sobre o governo do Estado do Rio, ao parabenizar a reeleição de Sergio Cabral, e sobre o Espírito Santo, já que o governador Paulo Hartung, presente no evento, conseguiu eleger o aliado Renato Casagrande com mais de 80% dos votos. Lula brincou que, quando chegar o final de seu mandato, ele não vai querer entregar a faixa presidencial.

"No dia 31, quando der meia-noite, eu ainda não vou entregar a faixa. Eu to pensando em colar a bichinha na barriga, com uma cola daquelas que não larga, e sair correndo", brincou o presidente.

Disse ainda que, em seu modo de fazer política, jamais deixou de atender a algum prefeito ou governador devido ao partido político a que pertence. "Não é assim que eu faço política".

Estado pode atingir meta de produção antes de 2014

O Espírito Santo tem tudo para conseguir atingir a produção de 500 mil barris por dia em 2014, um ano antes da meta colocada pela Petrobras, disse ontem o gerente-geral da Unidade de Negócio de Exploração e Produção da Petrobras no Espírito Santo, Luiz Robério Silva Ramos, em Angra dos Reis.

"Nosso objetivo na unidade é atingir os 500 mil barris já em 2014. Em 2012, chega a FPSO Cidade de Anchieta, que será instalada no pré-sal de Baleia Azul, com capacidade de 100 mil barris/dia. No início de 2014, chega a P-58, que terá uma capacidade de 180 mil barris por dia. Somadas com as que já estarão em funcionamento, temos plenas condições de atingir esse objetivo ainda em 2014".

Robério lembra que o Espírito Santo é o Estado onde a produção de óleo mais cresce no Brasil. "Em quatro anos, vamos quintuplicar nossa capacidade. No ano passado, estávamos em 100 mil barris de óleo por dia. Em 2014, alcançaremos os 500 mil barris/dia. Não seremos os maiores, mas somos o que mais cresce".

Hoje, o Rio de Janeiro, o maior produtor, extrai 1,6 milhão de barris de óleo por dia. O Espírito Santo, na segunda colocação, produz 250 mil barris/dia, 190 mil da Petrobras e 60 mil da Shell.

Robério ainda deu detalhes do porto de suprimento da Petrobras, em Ubu, e do gasoduto Sul-Norte, que levará gás dos campos de gás do Sul do Estado para a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, em Linhares. "Em 2013, o primeiro módulo do porto de suprimento entrará em operação. Em 2014, prossegue a ampliação, já que a construção será em módulos. No caso do gasoduto, até novembro serão definidas as empresas vencedoras da licitação. Essa obra também será em módulos", concluiu Robério.

Brasil tem como elevar nível de nacionalização

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o Brasil tem condições de elevar o nível de nacionalização da construção de plataformas e embarcações. Lula desafiou o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, a aumentar a média de 75% de nacionalização da produção de plataformas como a batizada hoje. "Durante muito tempo nos fizeram acreditar que não tínhamos competência para produzir plataformas no Brasil", disse o presidente. "Se um dia, Gabrielli, você quiser fazer o desafio de fazer 100% de uma plataforma no Brasil, faça que a gente toca", acrescentou Lula.

Ações

As ações da Petrobras caíram mais de 5% nos últimos dez pregões. Desde 24 de setembro - data em que entraram em negociação, nos EUA, as novas ações da estatal - os papeis preferenciais acumularam queda de 5,6%.

Alavancagem.
A Petrobras resumiu a operação de capitalização e ressaltou que o principal destaque foi que a alavancagem caiu para abaixo dos 20%.

Confiança.
O presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, disse que a relação dívida/capital caiu de 35% para 16% e que o mercado confiou na companhia.

Fonte: A Gazeta (Vitória) ES/Abdo Filho

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