Saiba mais sobre como é feito a remoção do petróleo

A postagem de hoje foge um pouco do objetivo do Eco Oil. O objetivo deste espaço não é ficar falando sobre equipamentos, por exemplo. Isso os senhores poderão encontrar na internet. Não precisam de mais um espaço falando sobre a mesma coisa. No entanto, percebi a dificuldade que é encontrar documentos de qualidade referentes ao tema contenção e remoção de petróleo.

Como eu já havia exposto aos senhores as melhores soluções para a limpeza de ambientes costeiros, também achei interessante falar um pouco mais sobre esses equipamentos já que pode ser da curiosidade de muitos estudiosos da área. Confira a seguir.

Bombeamento a Vácuo: o óleo é bombeado para dentro de um tanque (em caminhão ouembarcação), através de mangueira, acoplada a uma bomba a vácuo. O método possibilita recolhimento de óleo fresco ou já intemperizado.

Skimmer: são dispositivos de sucção que flutuam e retiram o óleo da superfície da água. É importante serem disponibilizadas instalações de armazenamento temporário para o óleo retirado, fáceis de controlar e descarregar, uma vez que estes podem ser usados repetidamente.

Limpeza natural: Mecanismo natural de limpeza e remoção do óleo como ondas, correntes, marés, ventos, chuvas, biodegradação, volatilização, solubilização, fotoxidação, dispersão, entre outros, atuando no ambiente atingido pelo óleo, com eficiência variável, de acordo com as características físicas do ambiente e do próprio óleo. Este procedimento é normalmente priorizado em muitos casos uma vez que não causa danos adicionais à comunidade. No entanto, normalmente, conjuga-se a este procedimento outros métodos de limpeza.

Remoção manual: É um método de limpeza mais trabalhoso, feito manualmente com os utensílios como pás, rodos, baldes, latas, carrinhos de mão, etc, não causando nenhum dano adicional ao ambiente afetado pelo derramamento. Porém, bastante eficaz em ambientes como costões rochosos, praias e principalmente em locais restritos como conjunções de rochas, fendas, poças de maré, e até mesmo em áreas maiores, como praias.

Corte da vegetação: A vegetação impregnada (bancos de algas, plantas aquáticas, marismas, estuários, lagoas costeiras ou mesmo margens de rios) que sofre contato direto (recobrimento e intoxicação) com o óleo pode ser retirada manualmente, com cautela, através de corte seletivo.

Jateamento com água: Consiste na remoção do óleo através de jatos de água com pressões variáveis. Remove eficientemente o óleo. No entanto, também promove a remoção da comunidade biológica.

Jateamento com areia: um jato de areia (seca ou úmida) é direcionado ao local onde está a presença do óleo, o qual é removido por abrasão. Após estudos, verificou-se a baixa eficiência do mesmo, podendo ser utilizado somente por razões estéticas. Apresenta um resultado insatisfatório tanto na remoção de resíduos, como na uniformidade da rugosidade obtida, pois o pó produzido pela fragmentação da areia contamina a superfície tratada.

Remoção mecânica: Com a finalidade de obter maior eficiência e rapidez na limpeza de praias, por exemplo, ainda são utilizados com freqüência veículos e máquinas pesadas como tratores e retroescavadeiras para remover o óleo da areia. Além dos efeitos prejudiciais diretos à biota, esse procedimento causa a descaracterização fisiográfica da praia, devido à alteração do seu equilíbrio dinâmico, causa processos erosivos de intensidade variável e produz uma quantidade desnecessária de resíduos.

Biorremediação: Mecanismo natural de limpeza e remoção do óleo com eficiência variável, vai depender das características físicas do próprio óleo e também do ambiente (como a temperatura, níveis de micróbios, nutrientes e oxigênio presentes no local). Este procedimento é normalmente priorizado em muitos casos já que não causa danos adicionais à comunidade. No entanto, é comum conjugar este procedimento a outros métodos de limpeza.

Queima in situ: Este método ainda não foi regulamentado no Brasil, porém, é utilizado há mais de 30 anos em países como Suécia, EUA, Canadá e Inglaterra. Alguns critérios devem ser levados em consideração antes de se iniciar a queima, como por exemplo:
=>O tipo de barreira que está sendo utilizada (deve ser do tipo antifogo);
=>A distância da mancha para a embarcação avariada, se existe alguma população próxima do local;
=>A toxicidade da fumaça que será gerada;
=>O tipo de óleo derramado e os resíduos que poderão ser gerados;
=>Condições meteorológicas e marítimas.

O resíduo gerado é extremamente viscoso e de difícil recuperação no mar e na costa. A maior preocupação é com a possibilidade do resíduo afundar, podendo causar danos às espécies de fundo, sendo a recuperação do local ainda mais difícil.

Dispersantes químicos: os dispersantes são utilizados com a finalidade de realizar a quebra de moléculas que compõem o petróleo, diminuindo a relação volume/superfície entre o óleo e a água, favorecendo sua degradação. Lembrando que, o dispersante só deverá ser utilizado se resultar em prejuízo ambiental menor, quando comparado por um derrame sem qualquer tratamento, ou se outra medida adicional à contenção não for eficaz.

Os métodos e formas de aplicação dos dispersantes, no combate a vazamentos de óleo no mar, devem ser escolhidos levando-se em consideração uma série de fatores, entre os quais merecem especial atenção:

=>Tipo e volume do óleo a ser disperso;
=>Grau de intemperização do óleo no mar no momento da aplicação;
=>Características oceanográficas e meteorológicas;
=>Tipo de dispersante a ser utilizado;
=>Equipamentos disponíveis para a aplicação.

Absorventes: Altamente eficiente para limpeza ou remoção de óleo em terra ou água, sendo aplicados diretamente sobre o óleo. Se apresentam na forma granulada ou envolvidos em tecidos porosos formando "salsichões" ou "almofadas", podendo absorver até 25 vezes seu próprio peso em petróleo e seus derivados. A escolha deve ser feita criteriosamente, levando-se em conta as características do óleo, do ambiente e do próprio absorvente.

Fonte: Eco Oil, por: Leonardo Dias

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