US$ 9 BI DE EQUIPAMENTOS ESTRANGEIROS PARA O PRÉ-SAL

Apesar de inúmeras declarações de executivos nacionais do setor de óleo e gás de que seria necessário o foco na contratação de conteúdo nacional para a construção de máquinas e equipamentos para o setor, estudos apontam que a realidade vem sendo diferente. Um relatório do Banco Central (BC) demonstrou que até o fim de agosto de 2010 houve a entrada de US$ 9 bilhões em equipamentos de companhias estrangeiras para a exploração e produção de petróleo e gás em campos no país.

Os dados constam dos oito relatórios de periodicidade mensal dos registros de arrendamento mercantil, leasing e aluguel elaborado pelo Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro e de Gestão da Informação Divisão de Capitais Internacionais e Câmbio do Banco Central. Os exemplos desse crescimento na busca de equipamentos no exterior para explorar as águas profundas do pré-sal são claros em diversas empresas. A brasileira OGX Petróleo e Gás registrou duas operações com a norueguesa Diamond Offshore em abril deste ano. O primeiro registro (TA529459) é de US$ 409,24 milhões e o segundo (TA529460) é de US$ 301,2 milhões em arrendamento mercantil e leasing.

A Chevron Brasil Upstream Frade registrou quatro operações em junho de 2010, totalizando US$ 3,17 bilhões em arrendamento mercantil e leasing junto à holandesa Frade. A Shell do Brasil também apareceu no relatório do mês de abril do Banco Central, no registro (TA530130) de entrada de arrendamento mercantil e leasing com valor de US$ 1,6 bilhão em favor da companhia holandesa Tamba. Mas os recordes do ano são de multinacionais de petróleo. A Statoil Petróleo Brasil, que pretende explorar inicialmente 100 mil barris por dia, anotou o registro (TA545180) no valor de US$ 3,53 bilhões junto à holandesa South Atlantic, em julho deste 2010.

De acordo com Alberto Machado, diretor de Óleo e Gás da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o setor de máquinas e equipamentos para exploração e produção de petróleo e gás faturou R$ 1,8 bilhão em 2009. “Em 2010, o faturamento com esse segmento deve ficar entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões”, prevê o diretor da Abimaq. Mas, segundo ele, a indústria nacional tem capacidade para dobrar a produção. “Na atual estrutura, com uma ocupação média de 75% da indústria e aumentando mais um turno de trabalho podemos fornecer atualmente até R$ 5 bilhões em equipamentos à Petrobras ou a suas fornecedoras de serviços”, calcula Machado.

Em recente entrevista ao Nicomex Notícias, Alberto Machado ressaltou a importância do crescimento da indústria nacional e citou exemplos de países que desenvolveram suas indústrias com um pensamento local. “O conteúdo nacional é conseqüência, é medida de desempenho, é indicador para verificar se as práticas adotadas para o desenvolvimento da indústria local estão dando certo”, ressaltou o diretor da Abimaq, explicando ainda que, de modos diferentes, diversos outros países adotaram medidas estruturadas para desenvolver suas indústrias com bons resultados. “Como exemplos, destaco a Noruega, o Reino Unido e a Coréia do Sul”, finalizou.

Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br

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