ETANOL: BRASIL PERDE MERCADO

Considerado o país do etanol, o Brasil foi ultrapassado pelos Estados Unidos no primeiro semestre em exportação do produto. Analistas já apontam que a produção americana está cada vez mais competitiva e pronta para disputar o mercado internacional com o Brasil. O dólar desvalorizado e amplos investimentos começam a dar resultado nos EUA.

Segundo o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua, o Brasil deve vender mais ao exterior do que os EUA no acumulado do ano. “Por uma questão de câmbio, o etanol dos EUA, de milho, ficou mais competitivo no curto prazo do que o brasileiro. Mas não tem ameaça, isso é bobagem. Do ponto de vista ambiental e energético, ele não ganha do etanol da cana”, diz o diretor, explicando que o mercado doméstico brasileiro está bastante aquecido, ao contrário do americano, afetado pela crise.

No Brasil, a Unica já deu sinais de que poderá recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para garantir a exportação de etanol para os Estados Unidos e Europa. O temor é de que regras para importação de biocombustíveis nesses países possam afetar a competitividade do etanol brasileiro. Em fevereiro deste ano, os americanos deram os primeiros sinais de que poderiam se tornar líder no setor. Naquele mês, exportaram 151 milhões de litros do combustível, segundo dados da consultoria F.O. Lichts. No mesmo mês, as vendas brasileiras ao exterior haviam caído para 120 milhões de litros.

O que parecia uma situação momentânea passou a se repetir nos meses seguintes, com os americanos chegando a exportar acima de 200 milhões de litros de etanol de milho por mês. Parte da expansão ocorreu graças a investimentos pesados. No final de 2006, a capacidade produtora dos EUA era de 4,7 bilhões de galões por ano. Em 2009, o volume havia chegado a 13,8 bilhões de galões, o equivalente a 52,1 bilhões de litros.

De acordo com uma projeção da Unica, nos próximos cinco anos, 40% da produção brasileira de etanol estará nas mãos de estrangeiros. O estudo foi considerado por empresários como o melhor espelho da revolução silenciosa que sofre o setor no mundo. Após dois anos de uma crise sem precedentes, os produtores de etanol passam por uma profunda reestruturação. A liderança de aquisições e fusões, porém, não está nas mãos de grupos agrícolas, mas sim, de grandes empresas petroleiras do mundo. Segundo estudos, em 2007, apenas 7% do setor do etanol do Brasil estava em mãos estrangeiras. A previsão anterior era de que para 2010 essa taxa chegaria a 12%. Mas o número, atualmente, chega a 22%.

Nicomex Notícias – Redação
nicomex@nicomex.com.br

1 comentários:

marra disse...

ACORDA BRASIL O BRAZIL ESTA TE ROUBANDO AOS POUCOS.BRASIL FORA BRAZIL.BRASIL 100%brasilero fora GRINGOS LADROES.

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