A COMPOSIÇÃO DOS FLUIDOS DE PERFURAÇÃO

No Brasil, até poucos anos atrás, os minerais e outros produtos utilizados para preparar e controlar os fluidos de perfuração de poços de petróleo eram fornecidos por empresas (“Suppliers”) que também prestam assistência técnica na formulação e preparação dos fluidos, nos próprios campos de petróleo. Historicamente, esses procedimentos tiveram início com a Baroid Sales Company que, em 1931, iniciou a comercialização da bentonita com o nome de Aquagel, para ser usado como fluido de perfuração à base de água doce, nos campos de petróleo americanos.

Na medida em que outros aditivos passaram a ser usados para controlar o fluido de perfuração, essas empresas fornecedoras, percebendo que os engenheiros responsáveis costumavam se preocupar somente com a produção, dispensando pouca atenção à perfuração, passaram a oferecer assistência técnica nos próprios campos de petróleo. Esse fato contribuiu para disseminar as informações sobre as práticas de perfuração e sobre o desenvolvimento de sua tecnologia.

Os fluidos usados atualmente na perfuração, completação e operações especiais nos poços de petróleo são misturas de diferentes produtos cuidadosamente selecionados para atender às condições específicas de cada poço. Recomenda-se que na escolha do fluido deve-se levar em consideração alguns aspectos adicionais, como: Não ferir o pessoal de perfuração nem danificar o meio ambiente; Não resultar em métodos caros de completação do poço perfurado; Não interferir na produtividade do fluido contido na formação; Não corroer ou causar desgaste excessivo no equipamento de perfuração.

Os fluidos de perfuração são classificados com base no componente principal, que pode ser: água, óleo e gás. Com freqüência, dois componentes desses fluidos podem estar presentes ou algumas vezes os três ao mesmo tempo, todos contribuindo para as propriedades do fluido. Quando o principal constituinte é um líquido (água ou óleo), aplica-se o termo lama à suspensão de sólidos no líquido. Neste caso, tem-se uma lama à base de água ou à base de óleo. Quando a água e o óleo estão presentes, forma-se uma emulsão com agitação e a adição de um agente emulsificante.

A natureza química do emulsificante determina se o óleo é emulsificado na água (lama de emulsão de óleo, ou seja, a água é a fase contínua) ou se a água é emulsificada no óleo (lama de emulsão inversa, ou seja, o óleo é a fase contínua). Os fluidos também podem ser classificados com relação ao seu conteúdo em sólidos, como de alto e baixo teor de sólidos. Nos fluidos de baixo teor em sólidos, os insumos minerais são parcialmente substituídos por produtos químicos, a exemplo do Carboxilmetilcelulose (CMC) e do amido que têm substituído a bentonita na função de reduzir a perda do fluido por filtração. Os fluidos com baixo teor de sólidos são indicados nos casos de ameaça de desestabilização do poço.

Por Prof° Alexandre Guimarães
nicomex@nicomex.com.br

Fonte: Nicomex Notícias

1 comentários:

Anônimo disse...

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UNITBR - Universidade Integrada do Brasil
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Tel.:(22) 3051-0203
site: www.unitbr.com.br

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