Estudantes reafirmam defesa de 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação


O estudantes prometem, ainda, realizar a maior jornada de lutas da história do Brasil. Essas bandeiras de luta do movimento estudantil foram anunciadas no ato político realizado, na manhã desta segunda-feira (17/1), no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Parlamentares e lideranças sindicais de petroleiros, educadores, entre outras categorias, prestigiaram o encontro.

O ato público fez parte da programação dos encontros nacionais conjuntos – 13º Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB), da União Nacional dos Estudantes (UNE), e o 1º Encontro Nacional de Grêmios Estudantis da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), iniciados no sábado (15/1), com término nesta terça-feira (18/1). Os dirigentes do Sindipetro-RJ participaram ativamente dos encontros, onde puderam compartilhar com o estudantes conhecimentos do setor petróleo e da educação.

A partir daquele ato público, o movimento estudantil iniciou a Jornada de Lutas da UNE e da UBES, que tem como reivindicações centrais a defesa de 10% do PIB para a educação, por um novo Plano Nacional de Educação (PNE) a serviço do Brasil, que 50% do Fundo Social do Pré-Sal seja investido em educação pública, entre outras propostas que estão sendo discutidas nos encontros da UNE e da UBES. Após o ato, a UNE deu início à sua plenária final, no Maracanãzinho, e a UBES deu continuidade ao seu 1º Encontro de Grêmios, na UFRJ, no Fundão.

O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) empolgou os estudantes ao afirmar que embora a emenda que destina 50% do Pré-Sal para a educação tenha sido vetada pelo governo anterior, “não é uma proposta morta”. “Esse encontro terá repercussões positivas no Brasil”. Ele lembrou que a proposta foi aprovada na Câmara e no Senado, depois vetada.

A senadora Fátima Cleide (PT-RO) destacou que o PNE é importantíssimo, pois “não se faz educação sem financiamento e valorização dos profissionais em educação”. Ela conclamou, ainda, os estudantes a unir forças com os trabalhadores para, nas ruas, garantir os 10% do PIB e os 50% do Pré-Sal para a educação. “A mobilização é o que garantirá”, sublinhou.

O senador Inácio Arruda (PC do B-CE) disse que quando a UNE e UBES se mobilizam, “o país dá passos avançados”. “O Pré-Sal não é um tributo novo, é uma riqueza que pertence ao povo brasileiro. Se quisermos um povo de cabeça erguida, nós precisamos conquistar esses meios, e com luta”.

Inácio Arruda ressaltou que é importante ir às ruas como forma concreta de fazer homenagem àqueles que lutaram pela educação pública de qualidade, como Florestan Fernandes, Paulo Freire, Darcy Ribeiro, entre outros. “Quero convidar os estudantes para levantar o Brasil, em prol da educação”, reforçou Arruda.

A deputada Fátima Bezerra (PT-RN) reafirmou seu compromisso para que os estudantes participem das discussões do PNE, que deve ser universalizar o acesso à educação. A deputada é relatora do Projeto de Lei 8085 que trata do PNE. Ela destacou enfaticamente a importância do novo PNE, pois 80% das crianças de 0 a 3 anos não tem acesso à educação e apenas 14% dos jovens tem acesso ao ensino universitário.

Para a deputada Fátima Bezerra, o PNE além de melhorar a qualidade do ensino deve garantir aos professores um “piso salarial para valer”. “É decisivo o papel da UNE e da UBES na defesa dos 10% e dos 50% do Pré-Sal para a educação”.

O deputado federal Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), lembrou a importância do saudoso professor e pensador Paulo Freire na luta pela educação de qualidade. O deputado se comprometeu com a agenda por um novo PNE. “Não vamos aceitar restrições financeiras. Investir em educação é investir na dignidade do povo brasileiro”. “Todos juntos na defesa dos 10% do PIB e de 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação”, reforçou.

O diretor do Sindipetro-RJ, Francisco Soriano, que esteve no ato público, destacou a importância da unidade da UNE e UBES, pois “o inimigo está avançando e conquistando espaços, mas nós temos que retomar todos os setores de importância para a soberania nacional, como acabar com as privatizações, impedir a realização de novos leilões do nosso petróleo”.

O dirigente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Simão Zanardi, saudou os estudantes e pediu o apoio na luta em defesa do Pré-Sal em favor do Brasil e dos brasileiros. O dirigente da Confederação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), Francisco Paz Leme, disse que a sua entidade “está solidária com os estudantes”.

Arnaldo Matoso, dirigente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UDIME), compartilhou da luta pelos recursos do Pré-Sal para a educação.

O presidente da UNE, Augusto Chaves, destacou que o veto presidencial ao projeto de lei de 50% do Pré-Sal para a educação “não é o nosso limite. Chaves garantiu, também, que nada impedirá os estudantes na luta pelos 50% e pelo 10% do PIB para a educação. “Vamos fazer o ato do Maracanãzinho ecoar por todo o Brasil. Vamos fazer a maior jornada de lutas da história do Brasil”.

Fonte: José Carlos Moutinho (jornalista) / Agência Petroleira de Notícias.

Foto: Samuel Tosta.

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