HRT licitará sísmica 2D e 3D no Solimões


A HRT Oil & Gas lançará em janeiro duas licitações para contratar serviços de aquisição de dados sísmicos em blocos exploratórios operados pela empresa na Bacia do Solimões, área central do estado do Amazonas.

A orientação da petroleira é contratar duas empresas que pesquisarão, uma delas, 2 mil km de linhas sísmicas 2D e a outra, uma área entre mil e 1,5 mil km2 com sísmica 3D. Os blocos a serem pesquisados ainda não foram divulgados.

Em 2011, a HRT pretende contar com um total de três empresas diferentes, cada uma com sua respectiva equipe de campo, fazendo aquisição de dados sísmicos na Bacia do Solimões.

"Nenhuma companhia no Brasil hoje tem capacidade para abrir três frentes de trabalho na Amazônia. Aquilo lá é complicado", salientou Marcio Mello, CEO da HRT Oil & Gas, prevendo: "Este é apenas o começo de uma história de sucesso no Solimões".

Recentemente, a HRT contratou a Geoquasar para uma campanha de aquisição de dados 2D de cerca de 2.000 km. "Estão fazendo um excelente serviço, com uma equipe de aproximadamente 600 pessoas no bloco 169", afirmou Marcio Rocha Mello, que acumula o cargo de CEO também na HRT Participações, holding do grupo HRT.

O número de companhias convidadas não foi revelado. Mello informa que as empresas serão escolhidas não apenas pela qualidade do serviço e preço compatível, mas também pela garantia de bons resultados e na capacidade de mobilizar rapidamente sua equipe.

Embora não tenha antecipado o nome das empresas que participarão da concorrência, entre as convidadas deverão estar a brasileira Stratageo e a BGP, que é uma estatal chinesa de aquisição de dados sísmicos que atua em diversos países e está instalando escritório no Brasil. Em 2008 a HRT tentou trazer a BGP para o Brasil, mas não conseguiu.

Perfuração

Duas sondas de perfuração da empresa canadense Tuscany International Drilling foram contratadas pela HRT. A primeira delas deverá sair de navio de Houston antes da virada do ano e seguir até Manaus e depois Porto Moura, no Município de Tefé, de onde será conduzida por helicóptero até o local da perfuração do primeiro poço. A segunda sonda sairá dez dias depois da primeira. As campanhas de perfuração deverão ter início ainda no primeiro trimestre de 2011.

Além destas, mais duas sondas da Queiróz Galvão deverão se incorporar à infraestrutura do grupo no final de março. No total, em 2011, quatro unidades de perfuração estarão simultaneamente a serviço da HRT no Solimões

Em 2011, será concluído o primeiro Programa Exploratório Mínimo (PEM) dos blocos da ala sul da Bacia do Solimões. Nessa fase a empresa é obrigada a partir para a campanha de perfuração. De acordo com Mello, a ANP já foi comunicada de que nenhum bloco será devolvido e em todas as concessões da HRT serão perfurados pelo menos um poço exploratório.

A projeção da empresa para o próximo ano em termos de atividade exploratória, segundo o CEO da HRT, é "espetacular". De acordo com Marcio Mello, a empresa deve perfurar entre 10 e 12 poços, levantar até 4 mil km de sísmica 2D e mil km2 de sísmica 3D no Solimões, e ainda realizar mais de 6 mil km2 de sísmica 3D na costa da Namíbia (África).

"A expectativa é encontrar óleo leve e gás natural em todos os blocos", afirmou Mello, destacando que a HRT pretende produzir seu primeiro óleo antes de julho de 2011.

Além da sísmica 2D e 3D na Amazônia, a HRT complementa a pesquisa exploratória com alguns estudos em andamento utilizando outros métodos geofísicos, como a gradiometria, magnetometria e gravimetria de detalhe.

Solimões e Africa

A HRT Oil & Gas possui 55% dos direitos exploratórios de 21 blocos sob concessão na Bacia do Solimões, com área total aproximada de 49.000 Km2, em consórcio com a Petra Energia. De acordo com a empresa, o potencial petrolífero desses blocos é estimado entre 4 e 6 bilhões de barris de óleo leve e de 10 a 20 Tcf (trilhão de pés cúbicos) de gás.

Na costa da República da Namíbia a HRT Oil & Gas possui 40% dos direitos exploratórios de três blocos situados nas imediações do Campo de Gás de Kudu, na Bacia de Orange, além de dois blocos exploratórios situados na Bacia de Walvis, totalizando cerca de 27.500 Km2 de área aproximadamente.

Fonte: geofisicabrasil.com

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