NOVA PLATAFORMA AMEAÇA BALEIAS EM EXTINÇÃO


A companhia Sakhalin, em parte detida pela Shell, anunciou que pretende construir uma nova plataforma petrolífera perto de um local de alimentação das últimas 130 baleias-cinzentas, espécie ameaçada de extinção no oceano Pacífico ocidental, segundo denuncia a WWF (ONG dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade). A região visada é o principal habitat de alimentação para a baleia-cinzenta da região, ao largo da ilha Sakhalin. A Sakhalin Energy já tem duas plataformas naquela região e, segundo estudos anteriormente realizados pela companhia e agora citados pela WWF, o local é uma zona propícia a sismos e, por isso, instável.

A Aliança Global para Combustíveis Renováveis (GRFA, na sigla em inglês) – entidade que reúne 60% dos produtores de combustível renovável ao redor do mundo – listou algumas regiões mais arriscadas do mundo para exploração petrolífera. Entre elas, está o reservatório de Sakhalin. Nesta região em especial são identificadas Áreas Marinhas de Particular Sensibilidade (Particularly Sensitive Sea Area - PSSA) da IMO (International Maritme Organization). Áreas PSSA são definidas pela IMO como regiões que necessitam de proteção especial devido à sua significância ecológica, socioeconômica ou por razões científicas reconhecidas, e que podem ser vulneráveis aos danos causados por atividades marítimas.

Em entrevista ao Nicomex Notícias, o especialista em Meio Ambiente e Petróleo e Gás, Eduardo Viveiros, disse que, de acordo com a WWF, a primeira fase deste empreendimento em 2005 foi finalizada sem a realização de estudos específicos e convincentes , e a decisão para a próxima fase do empreendimento foi postergada devido às incertezas quanto aos impactos e riscos das atividades previstas, e à necessidade de maiores detalhes relacionados à população de baleias cinzas. Este exemplo demonstra como as instituições financeiras estão cada vez mais exigentes quanto aos estudos de impactos ambientais e análise de riscos, principalmente se tratando de áreas com o mar agitado, prospecção profunda, fortes intempéries climáticas e refugio de espécies em vias de extinção.

“A construção e exploração de mais uma plataforma offshore poderá ter numerosos impactos negativos nas baleias”, escreve a organização em comunicado. Entre esses impactos está a perturbação nos comportamentos alimentares e o aumento do risco de colisão das baleias com navios. Atualmente, as baleias-cinzentas têm apenas duas populações, geneticamente diferentes: no Pacífico Oriental (que migram entre o México e o Alasca) e no Pacífico Ocidental (entre a Rússia e a China). Em 2003, a população de baleias-cinzentas ocidentais foram classificadas como criticamente ameaçadas pela Lista Vermelha da UICN (União Internacional de Conservação).

Abrolhos vira alvo de exploração de petróleo
No Brasil, o Ministério Público Federal (MPF), suspendeu a ação que impedia a prospecção de petróleo no entorno do arquipélago de Abrolhos. A região abriga o maior recife de corais do Atlântico Sul e é um local de biodiversidade única. O arquipélago também apresenta áreas de mangue e abriga espécies ameaçadas de extinção, como a baleia-jubarte. A coordenadora de oceanos do Greenpeace, Leandra Gonçalves, acredita que o interesse pela exploração do combustível na região, mesmo com a descoberta do pré-sal, acontece pela qualidade do petróleo que ocorre abaixo do arquipélago. "É um óleo leve, que apresenta um grau de viscosidade mais baixo. Fica muito mais barato para refinar", explica Leandra.

Por Rodrigo Leitão
rodrigo.leitao@nicomexnoticias.com.br

Fonte: Nicomex Notícias

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