USINA DE ANGRA 3 VAI RECEBER FINANCIAMENTO DO BNDES


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou na semana passada, no dia 29, o financiamento de R$ 6,1 bilhões para e Eletrobrás Termonuclear S/A construir a Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A construção da usina, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vai gerar cerca de nove mil empregos diretos e mais 500 quando Angra 3 entrar em operação. O custo total de construção será de R$ 10,4 bilhões. De acordo com a Eletronuclear, os investimentos diretos ainda a realizar podem chegar a R$ 9,9 bilhões.

Segundo a companhia, desse total, 80% são moradores da região, em concordância com a política da empresa de priorização da mão de obra local. Quando entrar em operação, Angra 3 terá uma potência elétrica de 1.405 MW e poderá gerar mais de 10.000.000 MWh por ano , carga suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte durante o mesmo período. A previsão é que a usina entre em operação comercial em dezembro de 2015.

Alguns aspectos serão importantes na construção da usina de Angra 3 como questões ambientais, com a diminuição de emissão de gases e a não emissão de materiais particulados e metais cancerígenos. Outro setor de destaque será o ciclo do combustível nuclear que vai utilizar as reservas de urânio existente no país, sem a necessidade de importar suprimentos externos. Em nota, a estatal afirmou que o aumento da massa crítica de conhecimentos no setor nuclear brasileiro irá permitir futuras propostas de programas de centrais de menor porte para regiões que não disponham de potencial hidráulico competitivo.

Consumo no Brasil
Pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), a energia de Angra 3 chegará aos principais centros consumidores do país. Em 2009, a energia gerada por Angra 1 e Angra 2 correspondeu a aproximadamente 3% da energia elétrica consumida no Brasil e a 40% no Estado do Rio de Janeiro, proporções que se ampliarão quando estiver concluída a terceira usina da Central. Como o parque elétrico brasileiro tem mais de 90% da sua geração de origem hidráulica, com longas linhas de transmissão até os grandes centros consumidores, a importância de Angra 1 e Angra 2 para a estabilização do sistema elétrico no eixo Rio-São Paulo é muito grande.

São 640 MW de Angra 1 e 1.350 MW de Angra 2, para a melhoria no fornecimento de energia elétrica para o sistema da Região Sudeste. De acordo com a Eletronuclear, Angra 3 acrescentará outro bloco de energia similar ao de Angra 2. Com as três usinas em operação, o complexo nuclear de Angra dos Reis terá uma capacidade semelhante ao potencial de geração total da CEMIG (aproximadamente 26 milhões de MWh por ano), sendo capaz de atender a cerca de 60% da demanda energética do Estado do Rio de Janeiro, se considerarmos os dados de 2009.

Por Rodrigo Leitão
rodrigo.leitao@nicomexnoticias.com.br

Fonte: Nicomex Notícias

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