EMISSÁRIO DO COMPERJ VIRA PREOCUPAÇÃO EM MARICÁ


O secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, garantiu no dia 28 de janeiro que não haverá qualquer despejo de resíduos industriais em frente à praia de Itaipuaçu, em Maricá, sem que haja um rigoroso estudo sobre a plena viabilidade do projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Em entrevista concedida à rádio Band News FM, o secretário afirmou de forma veemente que não são verdadeiras as informações que circulam sobre os efeitos da instalação do emissário submarino do Comperj, que deverá passar pela cidade no final de seus 41 quilômetros de extensão.

“Isso é uma coisa completamente infundada. Não existe qualquer possibilidade de uma licença para um projeto dessa magnitude que venha ameaçar locais como Maricá ou qualquer outro no estado”, disse Minc. Ele garantiu ainda que esse e outros empreendimentos são acompanhados por órgãos de referência no estado como a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “O que já houve foi uma licença prévia para o Comperj como um todo. Toda a instalação do empreendimento estará condicionada ao que determina esse primeiro documento”, reforçou Minc.

Em nota oficial, a Petrobras informou que a passagem do emissário por Maricá foi apontado pelo Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) como a melhor alternativa do ponto de vista ambiental, superando as opções de São Gonçalo e Niterói. A estatal ressaltou que antes do encaminhamento dos efluentes para o emissário, todos eles serão tratados em uma estação de tratamento de efluentes (ETE), mas não informou o quanto de resíduo ainda será depositado diretamente no mar. A empresa informou ainda que cumpriu toda a legislação sobre o tema.

Acordo
A parceria para a instalação do emissário do Comperj em Maricá foi firmada entre a prefeitura e a Petrobras em agosto passado. Todo o processo está sendo acompanhado pela Secretaria Municipal de Projetos Especiais. De acordo com o programa, o trecho final dos dutos cortaria a cidade entre os bairros de Cassorotiba e Itaipuaçu, avançando dois quilômetros dentro do mar, sem a necessidade de desapropriações de imóveis. De acordo com a secretária Luciana Andrade, os efluentes industriais vão chegar ao mar depois de passarem pelo chamado tratamento terciário, onde a água antes utilizada no processo de produção é purificada com o triplo da filtragem dos dejetos.

Ambientalistas e moradores de Maricá pediram ao Ministério Público Federal (MPF) a suspensão da construção do emissário submarino do Comperj. Eles pedem a revisão dos laudos e realização de audiência pública no município. Representantes da ONG Movimento Pró Restinga alertam para o risco de poluição em áreas de preservação ambiental. Segundo o cronograma de construção do complexo, o início da construção do emissário está previsto para maio.

Por Rodrigo Leitão
rodrigo.leitao@nicomexnoticias.com.br
Fonte: Nicomex Notícias

1 comentários:

Anônimo disse...

TEMOS QUE IMPEDIR A CONSTRUÇÃO DESSE MALDITO EMISSÁRIO EM ITAIPUAÇU ...
TEM QUE SER DIRECIONADO PARA A CASA DESSE FANTOCHE DE PREFEITO CHAMADO PATO

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