GIGANTES SE ALIAM PARA PRODUZIR GÁS A PARTIR DA CANA


Quatro companhias brasileiras, Petrobras, Braskem, Ultrapar e Cosan, estão em um mesmo projeto para a construção de um Centro de Desenvolvimento de Gaseificação de Biomassa (CDGB). As empresas aguardam a aprovação de um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da ordem de R$ 27 milhões, para iniciar a construção de uma fábrica piloto na cidade de Piracicaba (SP).

A criação do centro de biomassa está sendo articulada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) que é também o principal responsável pelo desenvolvimento da tecnologia que será capaz de transformar bagaço de cana-de-açúcar em gás. É um projeto inédito no mundo. O gás, posteriormente, poderá ser utilizado para gerar energia elétrica, produzir biocombustíveis e fazer materiais que se transformam em polímeros, conhecidos como plásticos verdes, informa o Instituto.

O primeiro passo dessa transformação é a Torrefação (redução de pó), que consiste no pré-tratamento do bagaço de cana em altas temperaturas, com elevada capacidade energética. Depois o pó de bagaço de cana passa pelo gaseificador, onde é convertido em gás e posteriormente passa por um filtro de limpeza de gases, que retira as impurezas. Depois de todo esse processo, o gás limpo, pode ser usado para alimentar uma turbina a gás, produzindo energia elétrica, ou vai para um reator de síntese, gerando diversos produtos como: gasolina, óleo diesel, hidrogênio, metanol e outros.

De acordo com Fernando Lindgraf, diretor de inovação do IPT, além da aprovação do financiamento do BNDES, para dar seqüência ao projeto as empresas envolvidas precisam resolver questões contratuais. Esta primeira fase do projeto receberá um aporte total de R$ 79 milhões. Além do BNDES, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) fará um investimento de RS 26 milhões e as empresas participarão, inicialmente, com R$ 13 milhões. O IPT, juntamente com a Universidade de São Paulo (USP), e o Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento, dará uma contrapartida de R$ 8 milhões e R$ 5 milhões, respectivamente.

Três mil toneladas
Durante os três primeiros anos de operação da fábrica, devem ser processadas 3 mil toneladas de biomassa. Segundo Lindgraf, um dos objetivos da unidade piloto é o de dobrar, para 40%, o rendimento energético do bagaço de cana. Hoje o custo do watt térmico é estimado na Europa em US$ 3,00, queremos chegar a US$1,50, diz. Instituições como o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) também participam dessa corrida tecnológica, a exemplo do que ocorre em outros países. O diferencial do Brasil é a matéria-prima. Enquanto os concorrentes fazem estudos com palha de milho e carvão, o país irá trabalhar com cavacos de madeira e cana.

Rodrigo Leitão
rodrigo.leitao@nicomexnoticias.com.br

Fonte: Nicomex Notícias

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