Petrobras pode importar gasolina na alta dos preços

O Brasil poderá sentir no médio prazo os efeitos da explosão dos preços do petróleo provocada pelos conflitos no Norte da África e nos países do Oriente Médio.

Caso a demanda interna por combustíveis aumente, a Petrobras terá que retomar as importações de gasolina, em um momento em que o barril do petróleo disparou -chegou a ser cotado a US$ 119 ontem em Londres (leia mais no caderno Mundo).

No ano passado, houve uma expansão do consumo de combustíveis no mercado brasileiro, e a estatal teve que aumentar as importações de derivados do petróleo em 114%, segundo o balanço contábil de 2010 divulgado pela empresa.

Em 2011, a Petrobras ainda não precisou recorrer ao mercado externo para abastecer o consumo nacional de gasolina e diesel. Mas há neste ano a perspectiva de pouca oferta de etanol, por conta do regime de chuvas desfavorável em 2010, o que poderá levar à necessidade de novas importações de gasolina. A atual capacidade de refino de derivados do petróleo no Brasil está no limite.

Na avaliação do governo, o impacto no valor do produto ao consumidor aqui no Brasil pode ser minimizado pela Petrobras, como já aconteceu no passado. A estatal tem estoques e pode absorver a alta por um certo período.

Dependendo da crise lá fora, o cenário pode até ajudar no controle da inflação, segundo técnicos do governo. Isso considerando que a alta ajude a segurar os preços das commodities agrícolas.

Nos últimos dez dias, enquanto o preço do petróleo subiu em torno de 15%, o dos produtos agrícolas negociados no mercado internacional caiu cerca de 5%.

A queda ocorre pelo medo de que o preço do petróleo interrompa a retomada do crescimento no mundo rico.

Menos crescimento em economias já combalidas leva a uma demanda menor por produtos, até mesmo por comida. E, se a procura cair, o preço de produtos agrícolas, pelo menos, terá que parar de subir, o que ajuda a controlar a inflação aqui no Brasil -uma das fontes de pressão nos preços tem sido a alta nos alimentos.

Para o analista de inflação da Tendências, Thiago Curado, não haverá pressão inflacionária no Brasil por conta da alta do petróleo no curto prazo. Se a crise política externa se alastrar para países com mais peso na produção de petróleo mundial, como a Arábia Saudita, no entanto, o cenário poderá se agravar.

Fonte: Valor Econômico/LEILA COIMBRA/SHEILA D'AMORIM/DE BRASÍLIA

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