Shell estrutura 3ª fase de exploração de óleo e gás

A descoberta de outra área para a exploração de óleo e gás levou a Shell Brasil a estruturar a terceira fase de atuação no Parque das Conchas, na parte capixaba da Bacia de Campos. A fase 3 deverá ser instalada em 2014. Até lá estará encerrada a segunda etapa, com a perfuração de dez poços nos próximos 18 meses, ao custo de US$ 200 milhões por poço aproximadamente. A estimativa de investimentos nesta etapa é de US$ 2,5 bilhões. A perspectiva da anglo-holandesa Shell, principal empresa privada a atuar na exploração de petróleo no Brasil, é agregar, na fase 2, cerca de 30 mil barris à produção atual, de 94 mil barris de óleo por dia, o equivalente a 4% da produção nacional.

A primeira fase, ainda em curso, reúne a produção de 11 poços. A descoberta de mais um reservatório no Parque das Conchas (antigo bloco BC10) no ano passado decorreu de estudos que a companhia desenvolve na região. Em fase inicial de avaliação, a área foi batizada de Massa, em homenagem a Felipe Massa, piloto brasileiro de Fórmula 1. No ano passado, a Shell informou à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ter encontrado indícios de petróleo no campo de Nautilus, em lâmina d’água de 1.571 metros, no Parque das Conchas. No bloco, a empresa tem ainda os campos de Argonauta, Ostra e Abalone. A Shell é operadora do Parque das Conchas, com 50% de participação. A Petrobras tem 35%. A ONGC, 15%. A companhia anglo-holandesa mantém ainda em operação o sistema Bijupirá-Salema, na parte fluminense da Bacia de Campos, do qual também é operadora, com 80%.

No Brasil, em fases de desenvolvimento e exploração, a Shell tem ainda 11 blocos, sendo seis offshore e cinco onshore. Dentre os offshore o destaque é o BMS54, denominado na companhia como Gato do Mato, em perfuração. Operadora do bloco, com 80%, a Shell tem como parceira a francesa Total, com os demais 20%, recém-adquiridos. O presidente da companhia, André Araújo, disse que a meta é aumentar a produção do Parque das Conchas, investir nas águas profundas do pré-sal, especialmente Gato do Mato, e ficar atentos aos resultados das análises dos blocos onshore da Bacia do São Francisco, em Minas Gerais.

Para focar nos objetivos, a Shell promoveu em junho um rearranjo no portfólio, desfazendo-se dos 20% que tinha no bloco BM-S-8, no pré-sal da Bacia de Santos. Desde 2 de junho os postos de bandeira Esso estão sendo substituídos pela marca característica da concha. O processo levará 18 meses, informou Araújo. A substituição é uma espécie de passaporte da petroleira para ingressar no mercado de biocombustíveis. Maior grupo do setor sucroalcooleiro do Brasil, o Cosan é o dono dos postos Esso que, este ano, uniu-se à Shell na joint venture Raízen. O objetivo da nova empresa é, no mínimo, dobrar a produção de etanol, hoje em 2,2 bilhões de litros/ano, até 2015. A Raízen visa usar a marca Shell em postos de combustíveis em todo o mundo, como forma de expandir o mercado de distribuição de etanol, principalmente nos mercados asiáticos e europeus.


Link da Notícia Original:
http://flip3d.jcom.com.br/flip/

0 comentários:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Free Website templatesFree Flash TemplatesRiad In FezFree joomla templatesSEO Web Design AgencyMusic Videos OnlineFree Wordpress Themes Templatesfreethemes4all.comFree Blog TemplatesLast NewsFree CMS TemplatesFree CSS TemplatesSoccer Videos OnlineFree Wordpress ThemesFree Web Templates
Subir