Chevron admite erro em Frade


O presidente da Chevron no Brasil, George Buck, afirmou nesta sexta-feira (18/11) que a petroleira foi responsável pelo acidente que provocou o vazamento de óleo na última semana no campo de Frade, na Bacia de Campos. Segundo o executivo, a companhia subestimou a pressão do reservatório, provocando o acidente.

“É nossa culpa. Nós subestimamos a pressão do reservatório”, afirmou Buck. “O problema é que a pressão na formação foi maior do que a lama de perfuração poderia suportar. A modelagem do reservatório nos deu a informação incorreta sobre a pressão.”


O poço horizontal de avaliação foi perfurado em lâmina d´água de 1.211 m. O reservatório foi encontrado no dia 7, a 2.279 m de profundidade. Quando a broca perfurou a formação, houve um kick, levando o óleo para dentro do poço em alta pressão.


O poço estava revestido até os 567 m de profundidade. No caminho restante até o reservatório, a rocha tinha fendas, que levaram o óleo até à superfície.


Um dia depois, a Petrobras informou à Chevron que havia identificado uma mancha, confirmada na noite seguinte pela companhia norte-americana. A petroleira levou três dias para identificar o vazamento abaixo do revestimento e, no dia 13, fechar o poço com lama de perfuração de alta densidade. No dia 14, começou a cimentação.


De acordo com Buck, a fonte do vazamento foi fechada no último dia 17, com a cimentação de 350 m de poço. O executivo afirma que o óleo que ainda está chegando à superfície foi liberado antes dessa data.


Volume ainda será calculado

“Não há mais vazamento de óleo. O óleo que chega à superfície é residual e diminui a cada dia. Não temos como calcular quando vai parar”, afirmou. O óleo está chegando à superfície por sete fissuras na rocha, a maior delas com 257 m de extensão.


O volume total de óleo derramado ainda está sendo calculado pela empresa com base no tamanho e na densidade da mancha na superfície, monitorada diariamente po meio satélites, inclusive com raio-x, sobrevoos de avião e helicóptero e barcos de apoio. No dia 14, o pior, segundo a empresa, a mancha somava 882 barris de petróleo. Desde então, tem diminuído e chegou a 18 barris nesta sexta-feira.


A Chevron isentou a Transocean, operadora da sonda Sedco 706, de qualquer responsabilidade pelo vazamento e informou que não houve qualquer problema com os equipamentos ou com os funcionários que atuam na plataforma.

Fonte: Energia Hoje

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