Repsol-YPF anuncia maior descoberta da sua história


A empresa Repsol-YPF anunciou ontem a maior descoberta de reservas petrolíferas de sua história. Segundo executivos da empresa, a maior do setor na Argentina, a descoberta da reserva de hidrocarbonetos não convencionais foi realizada na área de Vaca Muerta, na zona de jazidas de Loma La Lata, província de Neuquén, sudoeste do país.

A Repsol-YPF anunciou que as análises da primeira área, de 428 quilômetros quadrados, indicam que existem reservas equivalentes a 927 milhões de barris. Destes, 741 milhões corresponderiam a petróleo e o resto a gás. Segundo a companhia, esse volume é similar às atuais reservas comprovadas na Argentina da YPF, empresa controlada pela espanhola Repsol.

A empresa explicou que já perfurou 15 poços que estão em funcionamento, com um volume total de produção de 5 mil barris de petróleo diários. Segundo a companhia, a consultoria internacional Wood McKenzie classificou o xisto de Vaca Muerta como "excelente" e um dos melhores no mundo dentro do "serviço de gás não convencional".

O produto encontrado na jazida de Neuquén é o gás de xisto, tipo de gás que fica nos poros das rochas que contêm minério. A extração desse gás requer a injeção de água e areia com forte pressão nos poços. Por esse motivo, é um processo mais caro que o aplicado na extração convencional.

A Repsol-YPF também indicou que está fazendo novas explorações em outra área, de 502 km², que "abrem uma expectativa de grandes volume de hidrocarbonetos de alta qualidade".

Aliados. A YPF, fundada em 1922, foi a principal estatal energética argentina até os anos 90, quando, no processo de privatizações realizado pelo ex- presidente Carlos Menem (1989-99), foi vendida a um grupo de empresários argentinos, ficando o Estado com 5% das ações.

No entanto, em 1999 foi comprada em sua totalidade pela espanhola Repsol. Mas, em 2003, quando chegou ao poder o presidente Néstor Kirchner, o governo primeiro tentou recriar uma estatal energética com a fundação da Enarsa, ironicamente denominada de "mini YPF". A ambição de Kirchner, na época, era convencer a venezuelana PDVSA e a Petrobrás a investirem no país em aliança com a Enarsa.

Mas a estatal não teve vida ativa. Dessa forma, o governo mudou os planos e estimulou empresários amigos a adquirirem ações da YPF. Em 2007, a família Eskenazy, aliada do governo Cristina Kirchner e dona do Grupo Petersen, com forte presença na Patagônia, comprou 15% das ações da YPF. No primeiro semestre deste ano, aumentaram a participação para 25,4%.

Fonte: ARIEL PALACIOS , CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES - O Estado de S.Paulo
Indicado por: Alice Souza

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