Petrobras corta US$ 5 bi de refino; projetos mantidos

Sem divulgar detalhamentos, a Petrobras aprovou, no dia 14, seu novo plano de negócios para o período 2012-2016. Conforme documento publicado pela empresa, o segmento de refino, transporte e abastecimento, de suma importância para o Ceará, sofreu cortes de US$ 5 bilhões em relação ao plano anterior (2011-2015). Agora, a estatal pretende investir US$ 65,5 bilhões nessa área, em vez dos US$ 70,6 bilhões previstos no ano passado.

Apesar disso, a Petrobras garante que "a análise do portfólio do plano não resultou no cancelamento de projetos", fato que garantiria a continuidade da esperada refinaria Premium II, que será instalada no Pecém.

No entanto, de acordo com a assessoria de comunicação da companhia, detalhes mais aprofundados sobre as metas de investimentos da estatal só deverão ser conhecidos no próximo mês.

A Petrobras informou que a sistemática de implementação de seus projetos exigirá o desenvolvimento de três fases antes da aprovação final para início da construção. São elas, cronologicamente: identificação da oportunidade, projeto conceitual e projeto básico.

Processo

Ao fim de cada fase, explica a petrolífera, à medida que se aumenta o nível de maturidade das informações do projeto, há um portão de decisão, em que o potencial empreendimento precisa comprovar sua viabilidade e a agregação de valor ao portfólio da companhia, para, assim, concorrer, em disputa com outros projetos, aos recursos necessários para prosseguir à fase seguinte.

De acordo com o documento, a 4ª fase - na qual efetivamente os investimentos são contratados - somente será deflagrada quando o projeto confirmar viabilidade técnico-econômica. A exceção são os projetos de exploração e produção de petróleo no Brasil, que poderão ter autorizada a antecipação de recursos quando essa medida comprovadamente contribuir para a aceleração da produção de petróleo. Esse último segmento, inclusive, tem prioridade no novo plano de negócios da Petrobras.

Refinarias adiantadas

O fato relevante publicado pela Petrobras destaca as duas refinarias que entrarão em operação até 2016: Refinaria Abreu e Lima (em Pernambuco) e o 1o Trem de Refino do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).

Sem menção à Premium II

"A estratégia da companhia permanece sendo de manter as metas de capacidade de refino do plano anterior, buscando para as duas novas refinarias o alinhamento com métricas internacionais", publicou, sem fazer qualquer menção à Premium II e à Premium I (que ficará em solo maranhense).

O plano de negócios da Petrobras deveria ter sido aprovado já ontem, mas divergências entre o governo (que não queria eliminação de projetos) e a diretoria (que defendia metas mais enxutas e realistas) da empresa impediram.

Participação

27% é a fatia do segmento de refino, transporte e abastecimento em relação ao montante total de investimentos previstos. No plano anterior, eram 31%

Companhia investirá US$ 236,5 bilhões até 2016

Rio de Janeiro. A Petrobras vai investir US$ 236,5 bilhões (R$ 416,5 bilhões) entre 2012 e 2016. O plano anterior previa aportes de US$ 224,7 bilhões. Com esse valor, a Petrobras poderá aumentar os investimentos programados para este ano, passando de uma média anual de US$ 44,9 bilhões (R$ 77,8 bilhões) do plano anterior para US$ 47,3 bilhões (R$ 83,3 bilhões), seguindo as indicações dadas pelo governo de que haveria estímulo à economia interna com mais investimentos de empresas estatais.

Foco na produção

A Petrobras também deu um recado claro ao mercado ao aumentar de 57% para 60% os investimentos em Exploração e Produção, que passam a contar com investimentos de US$ 141,8 bilhões até 2016.

Muitos empreendimentos que estavam em fase de exploração passarão à fase de desenvolvimento, o que demanda mais recursos.

Gás e energia

A área de Gás e Energia, da qual a atual presidente Graça Foster era responsável até fevereiro, caiu de 6% para o patamar 5,8% dos investimentos totais, para US$ 13,8 bilhões.

A área Petroquímica, por sua vez, vai receber 2,1% do total, ou US$ 5 bilhões, acima do plano anterior, quando representava 2% ou US$ 3,8 bilhões, enquanto a área de Distribuição ficou com 1,5% do orçamento, ou US$ 3,6 bilhões.

Refinaria: obtido mais um terreno

O Estado do Ceará permutou mais um lote do terreno que será posteriormente doado à Petrobras para a instalação da refinaria Premium II, no complexo do Pecém. O texto da permuta (que foi realizada com a empresa Unilink Transportes) está presente em mensagem do governador Cid Gomes à Assembleia Legislativa. "A presente permuta e a posterior doação atenderão a razões do interesse público, objetivando levar a efeito a implantação da indústria de refinaria e ampliar recursos financeiros, necessários ao desenvolvimento econômico do Estado do Ceará", diz a mensagem.

A troca dá ao Estado uma fatia do terreno da Premium II, que antes pertencia à Unilink, e passa a esta empresa uma outra porção de terra.

Somente quando esse terreno for doado à Petrobras, as obras da refinaria cearense começarão. É exigência da estatal que o terreno esteja completamente na posse do governo do Estado para que seja recebido. Esse foi um dos empecilhos para o início efetivo dos trabalhos.

Outro entrave é um estudo da Funai (Fundação Nacional do Índio) sobre a área. Recentemente, a Fundação pediu novos dados à Petrobras para subsidiar o levantamento. A estatal afirma que as demandas estão sendo entregues. Quando o documento da Funai estiver completo, a refinaria poderá ter sua licença de instalação liberada.

Captação média de até US$ 18 bilhões

São Paulo. A Petrobras espera uma necessidade média de captação total entre US$ 16 bilhões e US$ 18 bilhões ao ano para o financiamento dos projetos em implantação pela companhia (US$ 208,7 bilhões). De acordo com a estatal, os recursos adicionais necessários para o financiamento do Plano de Negócios 2012-2016 serão captados exclusivamente por meio da contratação de dívidas e não contempla emissão de ações. Para fins de análise do financiamento, a empresa considerou o preço do barril tipo Brent convergindo para a faixa entre US$ 90 e US$ 100 para o período do plano.

A geração operacional de caixa se mantém como a principal fonte de financiamento dos investimentos. A expectativa é de que em 2016 a companhia esteja com uma geração operacional de caixa entre US$ 38 bilhões e US$ 44 bilhões, a depender do cenário do preço do Brent. "Em todos os cenários o indicador de alavancagem financeira não ultrapassa 30%, se mantendo no intervalo da meta de 25-35%", informa a empresa. O indicador dívida líquida/Ebitda, com limite definido em até 2,5x, também é respeitado ao longo do período do plano. O montante de desinvestimentos e reestruturação de ativos foi ampliado no Plano da estatal para o período, alcançando US$ 14,8 bilhões, com foco em ativos no exterior.

Fonte: Diário do Nordeste (CE)/Victor Ximenes

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