ANP culpa Chevron pelo vazamento em Campos

O relatório final da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) culpou a Chevron pela responsabilidade integral do acidente ocorrido no Campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ), em novembro do ano passado. Segundo o relatório, composto por 68 páginas, divulgado ontem à tarde pela diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, o vazamento poderia ter sido evitado se a empresa tivesse seguido as regras brasileiras e os procedimentos de seu próprio manual. "Não restam dúvidas de que o acidente poderia ter sido evitado", afirmou Magda.

Em nota divulgada à impresa, a petroleira americana se defendeu dizendo que "sempre atuou de forma diligente e apropriada, de acordo com as melhores práticas da indústria do petróleo, assim como em conformidade com o Plano de Desenvolvimento aprovado pela agência”.

As declarações demonstraram uma forte divergência entre a ANP e a Chevron sobre as causas e consequências do acidente. A diretora-geral da ANP alertou que a Companhia americana ficará impedida de voltar a perfurar enquanto não houver "convergência de visões", reforçando que agora a empresa precisará provar que vai atuar com segurança. “Ainda falta. No momento entendemos que a perfuração e a injeção de água ainda não são seguras”, disse Magda.

Após a Chevron enviar o cronograma da extração de petróleo à ANP, a empresa ficará autorizada novamente a produzir petróleo, isto deve ocorrer depois do dia 27 de julho. "Foi a própria Chevron que decidiu interromper a produção, o que afetou também a Petrobras, sua sócia no campo", relatou a Companhia. O relatório final divulgado pela ANP indica que o vazamento (de novembro) está calculado - até o momento - em 3,7 mil barris de óleo.

A valor da multa estipulado pela ANP, pelas falhas de segurança operacional, deve ficar em torno de R$ 40 milhões. O valor será divulgado em até 30 dias. De acordo com Magda Chambriard, a lei determina que seja cumprido o limite de R$ 50 milhões para as 25 infrações identificadas.

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e o Ministério Público também vão emitir relatórios próprios sobre as causas e os efeitos do derramamento de óleo. A Chevron também enfrenta um segundo processo, relativo ao vazamento de óleo ocorrido em março de 2012, o qual ainda se encontra em julgamento.

O diretor de assuntos corporativos da Chevron, Rafael Jaen Williamson, rebateu dizendo que a multinacional "cumpriu as etapas do plano de emergência para selar o poço em quatro dias e que não houve danos pessoais ou ambientais".

Entenda o caso

Em 8 de novembro de 2011, um problema ocorrido no equipamento de perfuração no campo de Frade, localizado na Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro, provocou o vazamento de petróleo no mar. Uma semana após o acidente, a ANP autorizou a selagem e o abandono das ações de perfuração e exploração do poço. A PF (Polícia Federal) abriu um inquérito para apurar o caso. No final de novembro, o Governo Federal anunciou a aplicação de multas e ameaçou tirar da Chevron o direito à exploração do pré-sal. Em março deste ano, a empresa americana foi acusada novamente por vazamento de óleo, porém de proporções menores.

Fonte: NN
Por: Margarida Putti

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