ANP tem número recorde de servidores em greve


Durante a última manifestação dos servidores públicos em frente ao prédio da ANP (Agência Nacional do Petróleo), foram contabilizados 120 servidores que declararam greve desde o dia 23 de julho, sendo 82 servidores do estado do Rio de Janeiro, 16 de Brasília, 4 de São Paulo e 18 de Salvador. Mais dez optaram por entrar em greve a partir de hoje (27), passando a assinar o ponto de Greve do Sinagências (Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação).


O sindicato informou que a paralisação já atinge 60% dos servidores públicos. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está com a área de tecnologia da informação (TI) 100% paralisada. Apenas as áreas de atendimento ao consumidor funcionarão normalmente. O diretor de Comunicação do Sinagências, Ricardo Holanda, informou que alguns órgãos do Estado estão tendo suas atividades extremamente prejudicadas, como é o caso da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), onde a greve vem causando complicações na fiscalização de aeronaves no estado de São Paulo. 

Os líderes das manifestações afirmam que o movimento grevista deve continuar na luta pela modernização do plano de carreira; o fim das gratificações por desempenho, com a incorporação dos valores aos vencimentos; aumento salarial por perdas acumuladas desde 2008, valor que fica em torno de 22,5% a 25%; além da valorização da atividade de regulação nacional. Devido á greve na ANP algumas atividades da agência podem ser prejudicadas como, a fiscalização de plataformas de petróleo e postos de combustíveis; a distribuição de royalties de petróleo; as autorizações para atividades da indústria regulada; a pesquisa semanal de preços; os leilões de biodiesel; as autorizações para cessão de direitos; e a realização da 11º. rodada de licitação de blocos exploratórios.

Outras paralisações

A paralisação dos servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que iniciou no último dia 16 de julho, já prejudica a atracação de navios nos portos de todo o país. As embarcações, no Porto de Suape, em Pernambuco, encontram-se atrasadas. Já no porto de Paranaguá, no Paraná, a liberação das cargas foi conseguida por meio de liminares. No Porto de Santos, considerado o maior do país, o governo disse que a situação está controlada. Mas já se constata filas de navios em espera no cais do porto.

Agências em greve

Ao todo são mais de 400 mil servidores em greve em todo o país, um número relevante e que incomoda o governo e a presidenta Dilma. Estão em greve as agências nacionais de Vigilância Sanitária (Anvisa), Águas (ANA), Telecomunicações (Anatel), Cinema (Ancine), Energia Elétrica (Aneel), Saúde Suplementar (ANS), Transportes Aquaviários (Antaq), Transportes Terrestres (ANTT), Petróleo (ANP) e Aviação Civil (Anac). A estimativa do Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) é que a adesão atinge 35% dos funcionários desses órgãos.

Fonte: NN - Margarida Putti

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