Financiamento do BNDES atinge pequenas e médias empresas de óleo e gás

Pequenas e médias empresas, com faturamento de até R$ 90 milhões, são o foco do Programa BNDES P&G, garantiu o superintendente da área de insumos básicos do Banco, Rodrigo Bacelar, no painel “Financiamento da Indústria de Óleo e Gás no Brasil”, no primeiro dia da Rio Oil & Gas. O programa prevê investimentos de R$ 4,3 bilhões no setor em 2012.

A grande novidade do BNDES P&G é o repasse de 30% do financiamento para o segundo elo da cadeia de fornecedores. “Nós estamos chamando de ‘empresas âncora’ essas que têm contrato com as grandes indústrias do setor e solicitam o financiamento. Essas âncoras recebem 70% do financiamento e apresentam seus fornecedores, que, através de um banco, recebem os 30% restantes”, explicou Bacelar.

Além do BNDES P&G, a cadeia de fornecedores do setor de petróleo e gás conta com outro instrumento de apoio financeiro lançado recentemente pelo Banco, em conjunto com a Petrobras e com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Trata-se do Inova Petro, que prevê injetar até R$ 3 bilhões em projetos de inovação desenvolvidos em território nacional. Segundo Bacelar, “a cadeia de E&P offshore é onde se encontra o maior potencial de agregação de valor e densidade tecnológica e as pequenas e médias empresas representam 85% desse segmento”.

Outro mecanismo que tem facilitado o acesso a financiamento para pequenos e médios fornecedores de produtos e serviços para o setor de petróleo e gás é o Programa Progredir, da Petrobras – um portal em que as informações sobre as empresas são reunidas e disponibilizadas para avaliação das instituições bancárias. “O crédito é viabilizado de forma rápida e barata até o quarto elo da cadeia, pois as empresas podem apresentar até três subfornecedores”, diz Adriana Fernandes de Brito, gerente do programa.

Diretor-executivo da Jaraguá Equipamentos, empresa beneficiada pelo Progredir, Carlos Guedes confirmou a validade do portal: “Além de aproximar do investidor, o custo do financiamento é reduzido quando há confiabilidade”, declarou.

Com mediação do superintendente da ONIP, Bruno Musso, o painel contou ainda com a apresentação da gerente-executiva da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital, Angela Ximenes, que falou do crescente interesse dos investidores internacionais pelo setor. “A falta de garantia e a pouca capacidade de gestão são entraves para o desenvolvimento dos fornecedores da indústria de óleo e gás. Os fundos de capitalização são uma alternativa”, disse.

Para mostrar as possibilidades de financiamento também às empresas de grande porte, a gerente financeira da Queiroz Galvão, Viviane Saraiva, contou as experiências da empresa tanto através de Project Bond (financiamento junto ao mercado de capitais) como também dos Project Finance (junto aos bancos). Segundo ela, oito das mais recentes plataformas de petróleo construídas pela empresa foram viabilizadas com recursos externos. “A vantagem do mercado de capitais é que há um número maior de fundos que de bancos. Por outro lado, com os bancos é possível um desembolso parcelado”, comentou.

Fonte: UdP / FSB Comunicações

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