Mulheres ganham destaque no estaleiro da OSX

Se há pouco tempo a indústria de construção naval era considerada um setor dominado por mão de obra masculina, hoje este cenário já começa a mudar. Cada vez mais, as mulheres estão conquistando seu espaço no mercado de trabalho, e na Unidade de Construção Naval do Açu (UCN Açu), que está sendo implantada pela OSX em São João da Barra (RJ), não é diferente. As mulheres têm papel de destaque na instalação do maior estaleiro das Américas, onde sua força de trabalho atualmente corresponde a cerca de 15% do total de funcionários, número que tende a aumentar.

Dos colaboradores formados através do Programa de Qualificação Profissional em Construção Naval, desenvolvido pelo Instituto Tecnológico Naval (ITN), em parceria com o Senai, por exemplo, 34% são mulheres. No total, são aproximadamente 500 engenheiras, soldadoras, montadoras industriais, advogadas, nutricionistas, secretárias e tantas outras profissionais ajudando a tocar o empreendimento da OSX, que entra em operação no início deste ano.

A engenheira metalúrgica Patrícia Sanches Jonas, gerente de Processamentos e Submontagem da UCN Açu, conta que a mulher está conquistando espaço no processo de fortalecimento da indústria de construção naval no Brasil. Ela coordena uma equipe formada apenas por homens e diz que não enfrentou resistência ou preconceito por parte de seus colegas de trabalho.

“Na verdade, eu já estou acostumada com essa situação, pois na época da faculdade era a única mulher da turma. Hoje a história está mudando e já é possível ver turmas bem homogêneas nos cursos de engenharia. Fico feliz por participar desse desafio, que é o ressurgimento da indústria de construção naval no país, e a mulher tem papel importante nesse processo”, ressaltou Patrícia.

Gisele Cândido, 29 anos, participou do curso de Montador Industrial oferecido pela OSX através do Programa de Qualificação Profissional do ITN e já foi contratada pela empresa. Ela ressalta que sua turma, formada principalmente por mulheres, mostra bem o reflexo dos novos tempos para o setor.

“Nós não somos sexo frágil e podemos, sim, atuar com tanta competência quanto qualquer homem, seja como montadora industrial, soldadora, e outras profissões que até então eram restritas a eles”, pontuou Gisele.

De acordo com o gerente executivo da UCN Açu, Ivo Dworschak, as mulheres não deixam nada a desejar em relação aos homens quando o assunto é desempenho e competência. Ele destaca que a UCN Açu já se preparou para a nova realidade do setor de construção naval, na qual as mulheres estão cada vez mais presentes.

“Antigamente a construção naval era um espaço para homens, e a presença de mulheres era uma raridade. Os equipamentos eram pesados e de difícil manuseio. O setor de construção naval atual, por sua vez, é um ambiente de tecnologia, onde as máquinas fazem o trabalho físico, exigindo de seus operadores inteligência e destreza. E este perfil é extremamente favorável à mulher, pois ela é detalhista e focada. Elas alcançam facilmente o nível de excelência, por exemplo, no controle de produção e na operação de equipamentos que exigem precisão, por sua habilidade e disciplina”, finalizou Ivo Dworschak. Fonte: UdP

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