Opep mantém teto oficial de produção em 30 mbd


A Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu nesta última sexta-feira manter o teto de produção, 30 milhões de barris diários, afirmou à imprensa o ministro saudita Ali al-Naimi ao deixar a reunião ministerial em Viena.

"Mesmo teto", disse o ministro, o que era esperado pelo mercado e os analistas. Na prática, o cartel de 12 países produz quase um milhão de barris adicionais por dia.

A Opep mantém assim a política de seguir produzindo a um nível elevado, para não perder partes do mercado ante os produtores de petróleos não convencionais.


Xisto, uma ameaça para o petróleo do Golfo

A exploração de petróleo e gás de folhelho (conhecido como xisto), em pleno auge, representa uma ameaça para os países exportadores de petróleo do Golfo tanto por seu impacto no mercado como por suas consequências geopolíticas, opinam analistas.


Um influente e multimilionário príncipe saudita, Al Walid ben Talal, fez soar o alarme ao dizer que a demanda mundial de petróleo está 'em constante queda' e mencionou a ameaça que representam os hidrocarbonetos alternativos.

Contudo, o crescimento econômico da Ásia, que sustenta a demanda energética, fará com que o petróleo do Golfo não seja ameaçado nos próximos anos.
'A médio prazo, a Arábia Saudita manterá uma posição central no mercado de petróleo mundial, determinada tanto pela oferta como pela demanda', afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI) em uma nota recente sobre o maior produtor da Opep.

A instituição internacional alertou, entretanto, que a 'revolução de xisto na América do Norte' pode reduzir a demanda de produtos petrolíferos, como aconteceu com o consumo de carvão nos Estados Unidos.

As monarquias do Golfo transformaram estas enormes riquezas energéticas em armas políticas regionais com seus generosos programas de subsídio.
A Arábia Saudita é um produtor-chave, que pode aumentar ou reduzir a produção, incidindo nos equilíbrios e preços.

O especialista em petróleo kuwaitiano Kamil Harami considera que o xisto é uma ameaça para os países árabes petroleiros, incluindo o Iraque, que têm 40% das reservas mundiais.

'Os produtores do Golfo vão ser afetados tanto a curto como a médio prazo', disse à AFP este especialista, que destacou que se espera que os Estados Unidos se transformem no maior produtor de petróleo do planeta até 2017 e que até 2030 seja um país autossuficiente e um exportador líquido.

A exploração de hidrocarbonetos não convencionais se desenvolveu rapidamente nos Estados Unidos, cujas reservas de petróleo de xisto chegam a 58 bilhões de barris, segundo a agência norte-americana de estatísticas de energia (US Energy Information Administration).

Fonte: Exame; G1
Imagem: Joe Klamar/AFP

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