SETOR DE ENERGIA NO BRASIL QUADRUPLICOU EMISSÕES DE GASES NAS ÚLTIMAS DÉCADAS


Um novo estudo sobre a emissão de gases de efeito estufa no Brasil pode trazer novas perspectivas de mudança à indústria. Entre os anos de 1970 e 2013, o setor energético brasileiro quadruplicou seus níveis de emissão dos gases nocivos à camada de ozônio, representando atualmente cerca de 29% do total de emissões de carbono registradas no país. O crescimento dessa marca, referente também às áreas de produção e consumo de combustíveis e energia, foi muito superior ao valores registrados em outros setores e traz grandes preocupações ambientais ao mercado brasileiro. As projeções para os próximos anos, ainda assim, apontam para acréscimos no total emitido pelo segmento.

A análise dos dados foi levantada pelo Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), plataforma criada pelo Observatório do Clima (OC). A rede congrega 37 entidades da sociedade civil e busca debater as mudanças climáticas no cenário brasileiro, propondo novas perspectivas e soluções que possam ser aplicadas. “Com essa análise em mãos, a sociedade terá melhor condição de cobrar das lideranças brasileiras a proposição de matas adequadas à realidade do país”, afirma o coordenador geral do Observatório do Clima, André Ferretti.

A maior preocupação atualmente é de que o Brasil não consiga cumprir a sua proposta de redução das emissões até 2020, em tratado firmado em 2009. Ao longo dos últimos cinco anos, o crescimento das emissões no setor de energia foi de 34%, em uma tendência alarmante, conforme afirma o secretário-executivo do OC, Carlos Rittl (foto). “A expansão se deve à queda da participação do etanol, ao aumento do consumo de gasolina e diesel, além do incremento de geração termelétrica no Brasil”, aponta ele.

O segmento energético preocupa não apenas no Brasil. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou no início deste mês o Plano de Energia Limpa, que prevê uma redução de 32% na emissão de gases de efeito estufa por parte do setor no país até 2030. O novo plano impõe limites federais às centrais elétricas norte-americanas, e busca reduzir os danos ambientais causados pela indústria energética, responsável pelos maiores percentuais de emissão no país.

Fonte: Petronotícias

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