23 poços em licenciamento podem tornar 2019 o melhor ano desde 2014


Quatro petroleiras iniciaram em 2018 licenciamento de seis campanhas de perfuração no Ibama até esta quinta-feira (19/7). As campanhas estão programadas para as bacias de Campos, Santos e Foz do Amazonas e estão em licenciamento por Shell, Petrobras, PetroRio e Equinor e podem representar a perfuração de até 23 poços exploratórios, o que pode tornar o próximo ano o melhor para a perfuração offshore desde 2014.


A maior parte do licenciamento para poços, todos exploratórios, é resultado dos leilões de petróleo realizados no último ano. A exceção é a campanha da PetroRio para cinco poços na Foz do Amazonas, em áreas arrematadas na 11a rodada, realizada em 2013.


Desde que decidiu retomar os leilões de blocos exploratórios no país o governo já conseguiu vender a concessão de 44 blocos exploratórios offshore. Nove deles no regime de partilha da produção, vendidos após a aprovação do projeto do senador José Serra (PSDB/SP), que acabou com a operação única da Petrobras no pré-sal. Outros 35 blocos foram arrematados por petroleiras na 14a e 15a rodadas de licitações com áreas de concessão.

Muitas das áreas que foram licitadas nas rodadas de concessão, sobretudo nas bacias de Sergipe-Alagoas, Potiguar e Ceará, ainda estão longe do licenciamento ambiental para a perfuração de poços.  Ainda vão precisar da aquisição de dados sísmicos para ampliar o conhecimento da região. 

Nas bacias de Campos e Santos, onde o conhecimento geológico e a disponibilidade de dados sísmicos recentes é grande, as petroleiras antecipam seus licenciamentos. 

Alto de Cabo Frio Central

A Petrobras iniciou o licenciamento ambiental do bloco exploratório Alto de Cabo Frio Central, na Bacia de Campos, arrematado em parceria com a BP no 3o leilão do pré-sal, realizado pela ANP em outubro do ano passado. O consócio está licenciando seis poços, sendo um firme e cinco condicionados aos resultados do primeiro.  

O Programa Exploratório Mínimo do projeto prevê a perfuração de um poço exploratório até o fim do primeiro semestre de 2019. O consórcio está propondo também um teste de formação contingente ao resultado do poço.  

O primeiro poço do projeto será perfurado em lâmina d’água de 2.595 m a uma distância de 166 km da costa do Rio de Janeiro. O porto do Rio e o aeroporto de Cabo Frio serão utilizados como base de apoio logístico para o projeto.  

Shell nas bacias de Campos e Santos

A Shell está licenciando no Ibama a perfuração de cinco poços no pré-sal, sendo dois no bloco Sul de Gato do Mato, na Bacia de Santos, e outros três no bloco Alto de Cabo Frio Oeste, Bacia de Santos. A petroleira assinou na última semana os contratos de partilha da produção das áreas e iniciou os processos de licenciamento no dia seguinte. A empresa pretende iniciar as campanhas de perfuração em janeiro de 2019.

No bloco de Alto de Cabo Frio Oeste, a Shell está licenciando a perfuração de até três poços exploratórios. Utilizará um navio-sonda com posicionamento dinâmico e duas embarcações do tipo PSV, com uma previsão de aproximadamente 15 viagens mensais. A base logística para suporte primário ainda não está definida, mas será feita na cidade do Rio de Janeiro ou Niterói (RJ). A empresa pode utilizar para suporte secundário o Porto do Forno, em Arraial do Cabo (RJ); o Porto do Açu, em São João da Barra (RJ) ou Porto de Vitória (ES).

O suporte aéreo será feito no aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ), havendo ainda a possibilidade de uso eventual dos aeroportos de Cabo Frio, Macaé ou Campos.

A campanha em Alto de Cabo Frio Oeste deve começar em abril de 2019, devendo durar 120 dias.

No bloco Sul de Gato do Mato, na Bacia de Santos, que é uma continuação para sul do bloco BM-S-54, estão sendo licenciados dois poços com objetivo principal de adquirir informações adicionais sobre o reservatório descoberto em BM-S-54. Um teste de formação também está planejado.

A base logística para suporte primário à atividade ainda não está definida, mas – assim como na campanha de Alto de Cabo Frio Oeste – será feita pelo Rio de Janeiro ou Niterói (RJ). A campanha de perfuração deve começar em janeiro de 2019, devendo durar 150 dias.


Equinor faz poços exploratórios em Norte de Carcará
A Equinor iniciou em abril o licenciamento ambiental de cinco poços no pré-sal da área de Norte de Carcará, projeto de partilha da produção arrematado no 2o leilão do pré-sal, realizado em outubro do ano passado e que licitou áreas unitizáveis. A empresa está licenciando também a realização de um teste de formação de curta duração no projeto. A campanha utilizará a base da Brasco, em Niterói, como apoio logístico. 

A norueguesa adotou a mesma estratégia utilizada pela Shell para antecipar seu licenciamento nos projetos da partilha da produção antes mesmo de realizar sísmica na área.  A Statoil recebeu do Ibama licença ambiental para a perfuração de até sete poços na área do bloco exploratório BM-S-8, onde está a descoberta de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos. A licença, que é válida por quatro anos, libera também a realização de um teste de formação de curta duração em poço já existente.  O primeiro poço do projeto começou a ser perfurado em fevereiro.

Um acordo com a Seadrill prevê a utilização da sonda West Saturn para a perfuração de um poço e a realização do teste. Dependendo dos resultados, a empresa pode exercer a opção de utilizar a sonda para a perfuração dos demais seis poços.

Esta é a primeira campanha de perfuração liberada para a Statoil em área do pré-sal. A petroleira norueguesa comprou em 2016 a participação da Petrobras no projeto. Em outubro do ano passado, logo após arrematar o bloco Norte de Carcará, o consórcio formado entre Statoil, ExxonMobil e Galp informou uma nova reorganização societária no projeto.

A Statoil, que adquiriu a participação de 66% da Petrobras no BM-S-8 por US$ 2,5 bilhões, vendeu para a ExxonMobil metade dessa parcela por US$ 1,3 bilhão. Além disso, acertou a venda de 3,5% e 3%, respectivamente, da parcela de 10% que comprou da Queiroz Galvão E&P na área para a ExxonMobil e Galp, operação que movimentou mais US$ 250 milhões. 

PetroRio na Foz do Amazonas
A PetroRio ampliou para cinco o número de poços que está licenciando para a perfuração na Bacia da Foz do Amazonas. A empresa iniciou o licenciamento de até dois poços na área do bloco exploratório FZA-M-254, que está a 350 km da cidade de Macapá, no estado do Amapá, em lâmina d’água que varia de 150 a 1600 m.

Assim como o bloco FZA-M-539, onde a PetroRio pretende perfurar até três poços exploratórios, o FZA-M-254 foi adquirido pela companhia em 2017 a partir da compra de 100% da Brasoil. A PetroRio também está licenciando uma campanha para aquisição de dados sísmicos na região.

Fonte: Macaé Offshore

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