Compras da Petrobras no País crescem 400% em seis anos

A Petrobras comunicou há pouco que elevou em 400% as contratações de bens e serviços no País nos últimos seis anos. A informação corrige nota anterior, que a empresa divulgou no fim da tarde, de um aumento de 500% nas compras nacionais em cinco anos. De 2003 a 2009, as aquisições no mercado nacional passaram de US$ 5,2 bilhões para US$ 25,9 bilhões. Já o conteúdo nacional mínimo das encomendas da estatal passou de 57% em 2003 para 77% em 2010. Tudo "dentro dos padrões internacionais de qualidade, prazo e custo", segundo a estatal.

A estatal lembra em nota que a encomenda de navios petroleiros e de barcos de apoio possibilitou a reativação da indústria naval brasileira, que estava paralisada desde a década de 1980. Dois programas de renovação de frota de petroleiros (Promef I e II) estão em curso, para a construção de 26 e 23 navios, com 65% e 70% de conteúdo local, respectivamente. Estudo em desenvolvimento pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com a Petrobras mostra que o total de trabalhadores nos estaleiros passou de 2 mil em 2000 para 46,5 mil em 2009.

No segmento de Exploração e Produção (E&P), são exemplos dos equipamentos de grande tecnologia aplicada e com produção no País as linhas flexíveis submarinas, os tubos de revestimento e produção para poços, as árvores de natal molhadas, as cabeças de poço submarinas e os manifolds (conjunto de válvulas que escoa a produção de óleo e gás) submarinos.

No pacote de 28 plataformas de perfuração marítima, com licitação em curso, há exigência de conteúdo local crescente, com um mínimo exigido nas primeiras unidades de 55%, chegando a um mínimo de 65%.
Para o programa de revitalização do parque de refino nacional, está sendo exigido o conteúdo local mínimo de 72% e, na construção das novas refinarias, a exigência varia entre 70% e 80%.

Os fornecedores da Petrobras apresentam melhores resultados como exportadoras e empregam pessoal mais qualificado do que seus similares no mercado - empresas similares, com mais de 30 empregados. O percentual de pesquisadores e engenheiros também é maior nessas empresas, revelando o incremento no desenvolvimento tecnológico.

A Petrobras está adotando a política de consolidar as demandas para outros itens que não possuem fabricação no Brasil, tais como: turbo-geradores, turbo-compressores, sistemas de injeção e guindastes marítimos. Essa medida vai possibilitar a realização de contratos de longo prazo, viabilizando a instalação de fábricas no Brasil, inclusive com transferência de tecnologia e instalação de engenharia local.

Fonte:iG Rio de Janeiro

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