PETROBRAS DISPUTA PRÉ-SAL DE ANGOLA

A última semana começou com a notícia de que a Petrobras está se preparando para participar da licitação de blocos no pré-sal angolano. Organizado pelo governo local, o prazo para a entrega das propostas termina no próximo dia 31. De acordo com fontes, apesar de ter reduzido seus investimentos no mercado internacional, a Petrobras tem interesse estratégico em descobrir petróleo no pré-sal de Angola. Com menos recursos para investir no exterior, a ideia da estatal é participar da licitação como operadora detentora de 20%, associada a outras empresas que ficariam com 80%.

Para participar dessa disputa, a Petrobras já vem se preparando para enfrentar dois fortes competidores que são a China e a índia. O país africano tem estabelecido relações mais próximas nos últimos anos com esses gigantes asiáticos, usando, inclusive, as linhas de crédito do China Eximbank. No entanto, o governo angolano tem sinalizado que deseja diversificar os investidores, buscando interessados de outros países, em especial do Brasil.

Ainda na terça-feira, dia 20, o destaque nos principais jornais do país foi a notícia de que o Porto do Rio terá uma área destinada a embarque de equipamentos e cargas do pré-sal da Bacia de Santos. Segundo o presidente da companhia Docas, Jorge Luiz de Mello, será licitada área equivalente a dois terços do terminal público do Porto carioca para atividades offshore. Mello afirmou ainda que a Petrobras já realiza operações no porto, porém ainda como teste. Não há estimativa de volume, mas é provável que a estatal deverá usar também outros terminais para atender suas atividades no pré-sal, além dos já existentes e do porto do Rio.

No dia seguinte, a estatal voltou a ser notícia. Desta vez, por conta da declaração do diretor de investimentos do Fundo de Pensão dos funcionários da Petrobras (Petros), Luiz Afonso, que demonstrou o grande interesse de participar da capitalização da estatal. Além disso, o Fundo está avaliando investimentos em projetos ligados à cadeia produtiva do pré-sal, inclusive a possibilidade de virar sócio de empresas que construirão as 28 sondas encomendadas pela Petrobras e cujo processo licitatório termina neste mês. As encomendas têm um custo total avaliado em US$ 22 bilhões. Uma das possibilidades estudadas pela Petros para as sondas seria usar o modelo de Fundos de Investimento em Participações (FIPs) que a organização já utiliza em investimentos de infraestrutura, transporte e energia.

Braskem desenvolve resinas para atender pré-sal

As oportunidades geradas com a exploração de petróleo no pré-sal animaram a Braskem, companhia que atende o setor petroquímico, a desenvolver novos produtos. A companhia anunciou que está lançando neste mês duas resinas de polipropileno, resina derivada de petróleo, para atender o crescente mercado de revestimentos plásticos para tubulações de aço utilizados da exploração de petróleo e gás em águas marítimas profundas. Até então, o mercado brasileiro era atendido por importações. Para o diretor de negócios de polipropileno da companhia, Walmir Soller, a atividade tem tudo para ser promissora. “Nossa perspectiva imediata é realizar vendas de seis toneladas em 2010 e dobrar o volume até 2013” – afirmou o executivo.

Por Beatriz Silva
beatriz.s@nicomexnoticias.com.br

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