SEPARAR PETRÓLEO DO MAR FICOU MAIS FÁCIL

Após a tragédia da explosão de uma plataforma de petróleo no Golfo do México, um novo vazamento, dessa vez na China, vem agitando o setor nos últimos dias. O governo chinês decidiu fechar o porto de Dalian, um dos maiores do país, após a explosão de um oleoduto na sexta-feira passada, que provocou um enorme derramamento de óleo no mar. O acidente pode afetar as compras de petróleo, soja e minério de ferro da China. Segundo um jornal estatal, cerca de 1500 toneladas de petróleo foram derramadas no Mar Amarelo, causando uma mancha de 183 quilômetros quadrados. As operações de limpeza podem durar cinco dias, disse o governo, sem dar uma estimativa para a reabertura do porto.

Para tentar solucionar o mais rápido possível os impactos desse acidente, mais de 23 toneladas de bactérias comedoras de petróleo estão sendo usadas para limpar o derramamento nas águas de Dalian. Segundo Yang Jiesen, gerente da seção de pesquisa e desenvolvimento da Companhia de Biotecnologia Weiyeyuan, a Administração de Segurança Marítima encomendou no sábado passado produtos biológicos que absorvem petróleo. Esta é a primeira vez em que a China recorre à biotecnologia em resposta a um acidente ambiental.

Recentemente, o Brasil descobriu uma maneira simples e eficiente de retirar petróleo do mar após acidentes como o ocorrido com a BP, cujo método de limpeza de um dos maiores vazamentos de óleo em mar no mundo foi criticado por biólogos e ambientalistas. No caso da BP, o óleo recolhido está sendo queimado e dispersantes químicos jogados no mar para diluir a mancha. Na solução brasileira, não apenas é possível retirar quase todo o petróleo derramado no mar como aproveitá-lo novamente, dizem pesquisadores. O método ainda aproveita a glicerina gerada pela crescente produção de biodiesel no país.

De acordo com o professor do Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernando Gomes de Souza Junior, os estudos mostram que 100% do óleo recuperado pode ser reaproveitado. “Conseguimos remover da água, de 23 a 25 partes de petróleo por parte de resina, que fica impregnada de óleo e é levada para um banho de diesel, onde o petróleo é completamente extraído, permitindo, inclusive, a reutilização da resina com eficiência semelhante a da resina virgem”, explicou o professor em entrevista ao Nicomex Notícias.

O professor da UFRJ disse ainda que o acidente no Golfo do México transformou a região em um gigantesco laboratório, onde várias novidades científicas e tecnológicas foram testadas. “Assim, face às dimensões do desastre e às diversas inovações testadas, eu acredito que todos os métodos de controle disponíveis devam ser usados e o nosso produto é mais uma alternativa de tratamento. É importante destacar que o nosso produto busca novas aplicações, agregando valor a um sub-produto. Além disso, a proposta desse projeto possibilita além da remoção, a recuperação desse óleo, diminuindo o impacto ambiental e econômico deste tipo de acidente”, finalizou Fernando Gomes ressaltando ainda que os estudos são em escala de bancada, e acredita que esse material é uma excelente ferramenta de controle e recuperação destes cenários de devastação ecológica.

Por Bruno Hennington
bruno.h@nicomexnoticias.com.br

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