ACIDENTES NO SETOR PETROQUÍMICO DEIXAM VÍTIMAS FATAIS

Dois acidentes com vítimas fatais, ocorridos na última semana, trouxeram à tona os riscos que rondam a indústria petroquímica. No Irã, no dia 04, uma grande explosão matou cinco trabalhadores e deixou três feridos, em um complexo petroquímico no sul do país. Na Espanha, o problema aconteceu no dia seguinte, em uma refinaria da Cepsa, em Palos de La Frontera, Huelva. Nesse caso, o saldo foi de duas mortes e duas pessoas feridas.

Em ambos os casos, a causa do acidente envolveu falhas na estrutura das fábricas. No Irã, foi o segundo problema desse tipo em menos de duas semanas. Segundo o site do Ministério de Petróleo do país árabe, o motivador da explosão foi o escape de gás nas instalações de produção de amoníaco durante uma operação de manutenção. Já na refinaria espanhola, o incêndio foi provocado por um furo na tubulação junto aos tanques reservatórios, segundo publicou o jornal El Mundo.

Perguntada sobre os riscos envolvidos na atividade petroquímica, a coordenadora dos cursos de Engenharia Química e de Petróleo da Estácio, Helga Bodstein, explica: “As atividades na área petroquímica envolvem a manipulação e controle de substâncias em praticamente todas as etapas dos processos envolvidos. Sendo assim, a natureza dos compostos produzidos e as condições em que se encontram são fatores de riscos potenciais na ocorrência de acidentes. A manipulação de substâncias explosivas em situações agressivas, em termos de pressão e temperatura, necessita de controles rigorosos em relação à segurança nos processos. Além disso, as etapas de manutenção agravam os fatores de risco, pois procedimentos como reparos, soldas, limpezas etc. precisam ser feitos”, analisa Helga, em entrevista ao Nicomex Notícias.

Em julho, outra explosão atingiu uma unidade petroquímica iraniana no Golfo Pérsico, vitimando quatro pessoas, em um enorme complexo de energia que utiliza gás natural do campo de South Pars. Essa rotina de acidentes, segundo o especialista em Petróleo e Gás, Emerson dos Santos, é perigosa para os negócios. “Os prejuízos são enormes, porque acarretam dificuldade de suprir as necessidades dos clientes por derivados do petróleo. Uma das soluções é exportar essas matérias-primas para que possam ser refinadas e, após este processo, distribuídas aos postos de combustíveis, siderúrgicas, indústrias, metalúrgicas, entre outros”, opina ele.

Representatividade do setor

Emerson explica que o setor petroquímico iraniano é muito bem representado no cenário mundial pelo fato do seu óleo ser leve, o que faz com que a produção de refino seja mais rápida. Isso facilita a entrega em prazos menores e valores mais acessíveis, já que o processo é menos trabalhoso. Ele ressalta ainda que o petréleo refinado é exportado para quase todo o mundo. Já sobre as refinarias espanholas, o especialista destaca outro aspecto: “Elas são de grande importância no continente europeu, visto que o processo logístico é muito mais relevante no que tange ao prazo de entrega, suprindo assim a necessidade dos clientes locais”.

Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br

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