Indústria mais competitiva

A matéria-prima para a fabricação de bens para a indústria offshore no Brasil chega, em alguns casos, a custar 24% mais caro do que o preço final do mesmo bem fabricado na China. A constatação está em no estudo Agenda de Competitividade da Cadeia Produtiva de Óleo e Gás Offshore no Brasil, lançado nesta segunda-feira (16/8) pela Onip com o objetivo de subsidiar uma política de desenvolvimento industrial para o setor.

Tomando como base a construção de uma semissubmersível no Brasil, o estudo indicou que cerca de 96% do valor contratado corresponde a bens e serviços de segmentos onde há exclusividade ou predominância de fornecedores estrangeiros. A falta de engenharia básica e de investimento tecnológico estão entre os grandes entraves.

Segundo o superintendente da Onip, Bruno Musso, é fundamental que a engenharia básica para os projetos do setor passe a ser feita no Brasil. “Os projetos elaborados por empresas estrangeiras tendem a direcionar as contratações para fornecedores de fora”, explicou, apontando a capitalização das empresas de engenharia nacionais e o financiamento à aquisição de empresas estrangeiras como possíveis soluções.

Para o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, ainda não há um gargalo no atendimento local aos projetos da empresa, mas admitiu que há a necessidade de se pensar no longo prazo. “Se existe alguma restrição ela está na capacidade da indústria de crescer na velocidade dos investimentos planejados pela Petrobras”, afirmou, destacando, no entanto, que ajustes poderão ser feitos nos projetos da empresa para compatibilizar a demanda a oferta local.

O estudo da Onip apresenta dez propostas de ação setorial com vistas a maximizar a participação do fornecedor local nas encomendas do offshore brasileiro nos próximos dez anos, estimadas em US$ 400 bilhões.

Entre as propostas está a simplificação das regras de conteúdo local, a promoção de arranjos produtivos locais, estímulo com premiações às empresas que contratem acima dos índices nacionais exigidos e a isonomia tributária com fornecedores estrangeiros para a aquisição de matéria-prima. O documento foi entregue ao BNDES, que é o agente responsável pelo governo para elaborar o Plano de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para o setor petróleo.

Fonte: Energia Hoje

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