Petroleiros estão presos por correntes, em frente a prédio da Petrobrás. Protesto vai continuar

Quatro petroleiros estão acorrentados nos portões do Edifício Sede da Petrobrás (Edise). Eles protestam contra todas as formas de discriminação que têm sido praticadas pela empresa, na discussão dos sucessivos acordos coletivos firmados, nos últimos anos. Os trabalhadores, presos a grades por pesadas correntes, são diretores do Sindicato dos Petroleiros do Rio (Sindipetro-RJ) e permanecerão dia e noite, até que a gerência da Petrobrás apresente uma proposta satisfatória para a categoria. O ato simbólico denuncia a discriminação entre aposentados e pessoal da ativa, entre a maior parte dos petroleiros e aqueles que ocupam cargos de gerência. Exemplo: nos últimos anos, em lugar do aumento real de salário, o “RH” (setor de recursos humanos) prefere oferecer abonos e vantagens indiretas, que vão distanciando cada vez mais quem está na ativa dos aposentados. Na primeira rodada de negociação, nesta tarde, a velha fórmula discriminatória foi novamente aplicada (acesse as páginas do Sindipetro-RJ e da Agência Petroleira de Notícias para conhecer os detalhes).

Na assistência médica, os aposentados e pensionistas também não têm acesso aos mesmos direitos, embora destinem vultosas contribuições para a Petros. Na opinião do secretário-geral do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, um dos que estão acorrentados, “isto é injusto com aqueles que ajudaram a tornar a tornar a Petrobrás a maior empresa do Brasil e a quarto, no ranking das 50 maiores petrolíferas do mundo”.

Mas o ato não pretende chamar atenção apenas para a difícil situação dos aposentados. Trabalhadores da ativa trabalham em condições inseguras. Acidentes, muitas vezes com mortes, continuam a acontecer e a “periculosidade pra valer”, além de mais investimentos na prevenção de acidentes, é uma das bandeiras prioritárias na campanha salarial em curso. Uma das grandes insatisfações do pessoal da ativa diz respeito às discrepâncias na concessão dos níveis.

Quando o assunto é discriminação, os aposentados não são as únicas vítimas. Os trabalhadores da ativa são discriminados em relação às gerências. A direção da empresa concedeu um abono, no valor de 60% do salário básico, mas apenas para quem tem cargo de chefia. E, na mesa de negociação desta quarta, está propondo 80% do salário básico como abono, para todos os trabalhadores. Significa que as gerências vão receber abono de 140%! E os aposentados, zero? É possível aceitar isso, sem remorso? Isso é ou não uma discriminação, em relação aos demais petroleiros, que suam a camisa, cotidianamente, para transformar a Petrobrás na grande empresa que é?

O Sindipetro-RJ aprovou o manifesto “Corrente da Justiça”, que termina com uma célebre citação de Rosa Luxemburgo; “Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem”. O manifesto está sendo distribuído a todos. Lutar pela ampliação de direitos. Unir a categoria por um acordo de trabalho digno e sem discriminação. Repor perdas salariais. Garantir reajuste e aumento real dos salários, para todos, sem distinção. Esses são alguns dos pontos em destaque na campanha salarial dos petroleiros.

A direção do Sindipetro-RJ conclama categoria a participar dessa luta e a se unir, solidariamente, pelo respeito aos seus direitos. Sem esquecer que o trabalhador da ativa hoje será o aposentado amanhã.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias

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