PETRÓLEO PASSA A BARREIRA DOS US$ 80

A última semana no setor petrolífero começou com a notícia de que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) prorrogou para o dia 16 de agosto o prazo para apresentação de projetos que contenham soluções voltadas para a indústria de óleo e gás. Já na terça-feira, dia 03, foi divulgado na mídia que a OGX está começando a organizar sua base na Colômbia. A empresa petrolífera de Eike Batista adquiriu cinco blocos exploratórios no país em junho e pretende investir, inicialmente, US$ 125 milhões em território colombiano, onde a companhia já definiu a tomada de preços de equipamentos e sísmica, embora o contrato com a agência de petróleo local só deva ser assinado entre outubro e dezembro.

Ainda na terça-feira, dia 03, a cotação do petróleo chamou atenção do mercado ao ultrapassar o patamar dos US$ 80, pela primeira vez desde maio. No mesmo dia, a União Europeia (UE) foi manchete mundo afora com o anúncio de que pode vetar prospecções de petróleo no Mar Mediterrâneo. A medida seria motivada pelas dúvidas acerca do possível impacto ambiental do desastre no Golfo do México. A primeira autoridade a se manifestar em favor da moratória foi a ministra do Ambiente da Itália, Stefania Prestigiacomo.

Já na quarta-feira, dia 04, as manchetes do setor trouxeram a notícia de que o governo do Equador assinou um termo de compromisso com as Nações Unidas para não explorar petróleo em uma área de proteção Ambiental na Amazônia. Em troca, o país irá receber cerca de US$ 3,6 bilhões de países ricos. Os campos em questão, localizados dentro do Parque Nacional de Yasuní, têm capacidade para produzir 846 milhões de barris e, pelo acordo devem ficar intactos por pelo menos dez anos. Alemanha, Holanda, Noruega e Itália estão entre os países interessados em colaborar com a iniciativa.

Empresas do setor de petróleo também movimentaram o noticiário financeiro da última semana. A HRT Participações em Petróleo anunciou, na quinta-feira, que pretende emitir ações e captar recursos na Bovespa. Com isso, a companhia se junta à OGX, que já está na Bolsa, e à Repsol, que planeja fazer o mesmo, na concorrência com a futura capitalização da Petrobras. A estatal, por sua vez, deve perder o posto de empresa com os papéis mais importantes na Bolsa de Valores de São Paulo para a Vale. Isso deve ocorrer com a entrada em vigor do Novo Ibovespa, em setembro.

Vazamento no Golfo

No final da última semana, a British Petroleum (BP) informou que, depois de quase quatro meses de derramamento, finalmente, está perto de conseguir controlar o vazamento no Golfo do México. A conquista foi alcançada por meio da tecnologia chamada static kill, que lança, por meio de mangueiras e canos, uma espécie de lama sobre o vazamento. A boa notícia foi destaque na quinta-feira, dia 05, e foi comemorada pelo presidente dos EUA, Barack Obama. “A longa batalha para interromper o vazamento e conter o petróleo está próxima de chegar ao fim”, disse. No dia seguinte, a petrolífera britânica anunciou que começara a injetar cimento no poço Macondo, para fechar a abertura definitivamente.

Por Matheus Franco
matheus.f@nicomexnoticias.com.br

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