Petrobras vai desenvolver equipamentos submarinos para contenção de derrames de óleo

O acidente com a plataforma operada pela BP no Golfo do México fez petroleiras, governo, entidades e organizações repensarem seus planos de emergência. Segundo o gerente executivo de Segurança Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, Ricardo Azevedo, que participou da 15ª edição da Rio Oil & Gas, antes do derramamento de óleo no Golfo do México, nenhuma petroleira havia desenvolvido qualquer solução de contenção de óleo abaixo da superfície, todas as alternativas sempre foram pensadas para contenção de óleo acima da água. “Foi, justamente, um equipamento submarino que estancou o vazamento da BP”, afirmou. De acordo com Azevedo, a partir dessa constatação, a Petrobras decidiu desenvolver uma pesquisa com o Cenpes para encontrar soluções de contingência de subsuperfície. A empresa também está adquirindo um equipamento de lançamento de dispersantes.

Para o executivo da Petrobras, a prioridade nos planos de emergência das companhias deve ser sempre a prevenção. Azevedo explicou que a companhia aprendeu muito com os erros cometidos no passado, como os que provocaram o acidente da Petrobras na Baía de Guanabara, em janeiro do ano 2000. Segundo ele, depois dali, a empresa investiu fortemente em prevenção, liderança, gestão e medidas de redução de risco, e ainda elaborou diretrizes corporativas de segurança, meio ambiente e saúde, baseadas em análise de risco, cenários, estratégias de resposta e dimensionamento de recursos. “Hoje, sem dúvida, a Petrobras é a companhia com maior capacidade de recursos necessários para contenção de emergências. Nosso modelo serve para um derrame de 100 litros ou para um acidente como o que ocorreu no Golfo do México”, afirmou.

A Petrobras tem, atualmente, dez centros de defesa ambiental, treze bases distribuídas pelo País e 30 embarcações dedicadas para as emergências da petroleira. Além disso, a empresa possui 150 mil quilômetros de barreiras de contenção, 200 mil litros de dispersantes, 200 unidades recolhedoras de óleo e mais de 500 líderes em segurança operacional espalhados pelo Brasil.

“Agora, a Petrobras vai adequar a disponibilidade de equipamentos à sua nova realidade do pré-sal, e contribuir com o governo no Plano Nacional de Contingência”. Também, junto ao governo, a petroleira brasileira vai ajudar na revisão do regramento geral. De acordo com Azevedo, é preciso esclarecer com os órgãos competentes as permissões de uso dos dispersantes, que ainda sofrem muitas restrições, mas são comprovadamente uma resposta eficiente na contenção dos derramamentos de óleo.

Fonte: TN Petroleo

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