ENERGIA ELÉTRICA É GERADA DO ESGOTO

Duas regiões do país começaram, a partir deste mês, a gerar energia elétrica a partir do esgoto. O lodo, que passa por processos de tratamento físico e biológico, é convertido em biodiesel e biogás, usados na geração de energia. Hoje, esse material, após o tratamento, é descartado e levado para aterros sanitários. O objetivo é que no futuro todos os subprodutos do esgoto da cidade de Minas Gerais e Rio de Janeiro sejam reaproveitados, dentro da meta de resíduo zero estabelecida pela Copasa- MG, no compasso da reutilização.

Em Belo Horizonte, a maior estação de tratamento, responsável por 60% do abastecimento da capital mineira, usará biogás produzido do esgoto para gerar energia elétrica. A Copasa, companhia de saneamento que administra outras estações na cidade, prevê implantar o sistema em outubro. Espera-se suprir 90% do consumo de energia da ETE (estação de tratamento de esgoto) Arrudas. O superintendente de gestão de energia Marcelo Monachesi Gaio estima que a produção permitirá a economia de R$ 2,7 milhões ao ano no gasto de energia. Calcula ainda que a emissão de gás carbônico (CO2) deve cair 3.200 toneladas por ano. Com isso, a empresa espera obter aval da ONU para vender créditos de carbono.

O processo é bem simples e fácil de entender. No biodigestor – equipamento já existente na rede de tratamento de esgoto -, bactérias decompõem o esgoto, que é transformado em biogás e enviado a gasômetros. Esses aparelhos equilibram a quantidade de gás, que varia dependendo do volume de esgoto. Em seguida, o purificador filtra compostos do biogás, mantendo a concentração de metano e gás carbônico. Na parte final do processo, nas turbinas, a queima do biogás gera energia, usada no consumo da própria estação de tratamento. A queima acionará um gerador e produzirá energia elétrica.

O biogás é composto principalmente por metano (CH4) e CO2. Liberado na atmosfera, o metano é altamente poluente. Por isso, é queimado para virar CO2. O projeto pretende aproveitar essa queima e impedir a emissão de CO2 no ar. Depois de produzido, o biogás será purificado e enviado a microturbinas. Estudos da Organização Mundial de Saúde revelam que, para cada US$ 4 investidos em saneamento básico, são economizados US$ 10 de investimentos em saúde pública. Segundo especialistas, 40 milhões de toneladas de lixo, que equivale ao total de lixo produzido anualmente no Brasil, podem ofertar 70 bilhões de kwh de energia elétrica, cerca de 85% do que gera a usina de Itaipu.

Investimento que custa caro

Infelizmente a produção dessa energia ecologicamente correta custa caro. Em São Paulo, foi desenvolvido um projeto piloto semelhante ao instalado em Minas. Mas, devido aos altos custos, ele não foi viabilizado economicamente justamente porque também se baseava no uso das microturbinas. De acordo com especialistas existem sistemas de aproveitamento do biogás em que, em vez das microturbinas, são usados motores, que apresentam custo bastante inferior, mas que têm emissão alta de óxido de nitrogênio, prejudicial à camada de ozônio. Assim, é resolvido um problema ambiental, mas resultando na criação outro.

Nicomex Notícias – Redação
nicomex@nicomex.com.br

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