Entrega de navio está atrasada

A entrega do primeiro navio construído pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS) está atrasada. A previsão era de que o petroleiro Suezmax, batizado de João Cândido, fosse entregue à Transpetro (braço logístico da Petrobras) no último mês de agosto, porém, até agora, a encomenda não foi concluída. O prazo foi estabelecido pelo presidente do EAS, Ângelo Belellis, em entrevista concedida à Folha de Pernambuco no mês de abril e reforçada pelo mesmo durante discurso de lançamento do navio ao mar, em maio. Com um custo de US$ 120 milhões, esta é a primeira de uma série de 22 encomendas feitas pela Transpetro.

Em maio, o dique seco, compartimento onde as peças das embarcações são montadas, foi inundado para o petroleiro flutuar. A solenidade contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir daí ele foi levado ao cais externo, onde as obras estão sendo concluídas. Antes da entrega, o navio ficará aproximadamente um mês sendo submetido a testes de carregamento e descarregamento dentro do Brasil. Espera-se que após esse período a embarcação já passe a exportar petróleo pelo mundo.

No mês de junho, durante evento da Transpetro, o imediato (subcomandante) do João Cândido, Fábio Guilherme Torres, contou que estava sendo realizada a etapa de finalização do navio, no cais de acabamento, no próprio Porto de Suape. Durante este período são realizados os serviços de conclusão na parte de fiações, acomodamentos e equipamentos. Procurado pe­la reportagem da Folha, até o fechamento desta edição, o EAS não havia se pronunciado sobre o assunto.

O primeiro “filho” do EAS levou o nome de João Cândido em homenagem ao Almirante Negro, líder da Revolta da Chibata, protesto ocorrido no Rio de Janeiro, no início do século passado. A embarcação terá capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo. São 160 mil toneladas e 226 metros de comprimento. No pico das obras, 1,3 mil trabalhadores estiveram atuando diretamente na operação.

A construção do João Cândido marca o ressurgimento da indústria naval brasileira. O País já foi o segundo principal produtor de navios na década de 1970. Depois perdeu muitas posições, deixou de fabricar embarcações direcionadas ao setor de petróleo e agora está renovando a sua frota. Atualmente, os navios da Petrobras estão com 19 anos, idade considerada avançada (25 anos é o tempo de vida).

Fonte: Folha de pernambuco/ROCHELLI DANTAS

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