LEI DE RESÍDUOS SÓLIDOS: UM FUTURO PROMISSOR


No dia 2 de agosto de 2010, o presidente Lula sancionou a lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos, parada no Congresso há 19 anos. A lei, que ainda está em fase de regulamentação, espera estabelecer o recolhimento de embalagens usadas, incentivar a indústria da reciclagem e proibir os lixões a céu aberto, assim como a importação de qualquer tipo de resíduo. Mas, a grande questão é: quantos celulares velhos são deixados no fundo do armário sem utilizar? Quantos computadores, geladeiras, armários já tiveram seu tempo de vida esgotado e hoje estão jogados em terrenos baldios ou em aterros?

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o mais alarmante é que se reaproveita muito pouco dos materiais descartados no país, apenas 2,4% dos resíduos sólidos urbanos, de todos os tipos, são reciclados no Brasil. Independentemente da obrigatoriedade da lei, o mercado já se mobiliza para oferecer a logística reversa. Nesse caminho para assegurar um descarte ambientalmente correto dos lixos eletrônicos e das geladeiras velhas, algumas empresas criaram tipos de mecanismos para a coleta desse material. O Descarte Certo atua no serviço de coleta, manejo de resíduos e reciclagem dos produtos.

Fora a primeira etapa, a Descarte Certo se responsabiliza pela desmontagem e reciclagem dos componentes de empresas como Oxil, de Paulínia (SP). Além do Descarte Certo, a E-lixo Maps e a USP possuem centro de descartes e coleta de lixo. Já a rede de varejo Cybelar passou a oferecer a seus clientes a possibilidade de “comprar” o descarte futuro dos produtos eletrônicos. Atualmente a Dell, recolhe na casa do consumidor qualquer equipamento de sua marca. O próximo passo é avaliar como estender o programa aos clientes corporativos.

Iniciativa Privada
Enquanto a regulamentação da lei de resíduos sólidos não sai, as empresas já buscam modelos para recolher geladeiras ou computadores antigos para reciclar seus componentes. A fabricante de eletrodomésticos Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Cônsul, criaram uma divisão em sua fábrica para desmontar refrigeradores e aparelhos de purificação de água. Segundo a Prefeitura de São Paulo, ela vai usar parte do dinheiro das multas pagas por quem não fez inspeção veicular em seus carros para o programa de substituição do etanol nos ônibus.

Nicomex Noticias – Redação
nicomex@nicomex.com.br

Fonte: NicomexNotícias

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