Cobrança antecipada do gás de cozinha - ASMIRG-BR

Esta é a mais nova modalidade de venda de uma das cinco Companhias Distribuidoras que detém 95% do mercado nacional. Hora são aumentos abusivos, hora botijões vencidos, hora ações de fiscalizações predatórias e direcionadas e assim funciona o setor do GLP...

No contexto verticalização não temos limites, também não há freios, há sim abusos, há o poder financeiro passando por cima de nossa legislação, regras e Leis que valem para uns, enquanto outros utilizam-se do – ignorar – para continuar tirando uma maior lucratividade custe o que custar, afinal temos a população e nossas revendas que pagam esta monstruosa conta.

A novidade do setor seria motivo de risos se não fosse pelo fato de nossas revendas que não atenderem tal realidade ficarem sem o seu produto, sem o gás de cozinha para vender. A partir de agora uma das cinco Companhias Distribuidoras estabeleceu suas novas regras para compra do gás de cozinha, a revenda deverá depositar em dinheiro com antecedência de 24 horas em conta corrente desta Companhia, a quantia a ser paga pela sua compra programada. No caso de depósito em cheque a revenda só receberá o gás após a compensação deste cheque.

O –bacana- desta história, se o gás desta Companhia chegar atrasado, não atendendo as necessidades da revenda, esta estará pagando com uma antecipação de 48 horas, pois só ira vender este produto no outro dia, se houver um problema de transporte, de envasamento por parte desta Companhia, a revenda terá que -se virar nos 30-, ficará sem o dinheiro e sem gás até que esta Companhia gentilmente resolva seus problemas.

Estamos limitados, hoje no Brasil cinco Companhias Distribuidoras detém o mercado nacional, das duas pequenas Companhias que se aventuraram a desafiar o setor, uma esta em processo de compra por uma das cinco companhias e a outra limitada a não funcionar. O mais grave deste cenário é o papel de nossas autoridades que endossam este sistema alimentando o grande absurdo criado por elas, o fator que gera a sustentabilidade de um cartel, destas ações de verticalização, ao afirmarem que envasar botijões dos consumidores com a propaganda de outra é risco a segurança da população e mais grave foi a afirmação que gera um risco a saúde da população. Podemos fechar os olhos? Podemos ignorar tais fatos? Podemos deixar que esta conta seja paga por aqueles que mais precisam, a população classe D e E? Podemos aceitar que em 2009 no Brasil só 11,2 milhões de pessoas chegaram a passar fome?

Cordialmente,

Alexandre Borjaili

Presidente
Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, ASMIRG-BR

Fonte: Equipe UP

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