OGX ABRE PORTAS PARA OUTRAS PETROLÍFERAS


A combinação de vastos recursos potenciais de petróleo e gás natural não explorado e uma estrutura regulatória favorável posiciona o Brasil, como uma das regiões petrolíferas mais atraentes no mundo. O país dispõe, há mais de dez anos, de uma estrutura regulatória estável e voltada à abertura do mercado, que viabilizou o aumento da participação de empresas internacionais no setor. Em 2007, foi a vez do empresário Eike Batista, que ao anunciar a intenção de entrar para o ramo, seduziu investidores e fez uma captação privada de US$ 1,3 bilhão para a recém criada OGX, que não produzia uma só gota de petróleo.

A chegada da OGX abriu as portas para uma nova leva de petroleiras - movimentação que não se via por aqui desde o fim do monopólio da Petrobras, há uma década. Com a chegada das grandes companhias internacionais no País, uma centena de empreendedores brasileiros criou suas empresas de exploração e produção do petróleo. Eike gastou todo dinheiro no 9º Leilão da Agência Nacional de Petróleo (ANP) - ocasião em que arrematou 21 blocos de exploração sem nenhuma confirmação de que seriam rentáveis. O empresário cercou-se de ex-funcionários da Petrobras e, em 2008, a empresa fez sua oferta inicial de ações (IPO) na BM&FBovespa, captando outros R$ 6,7 bilhões.

A HRT foi a primeira a seguir os passos de Eike, embora o presidente da companhia, Marcio Rocha Mello não goste de fazer essa associação. "Não montei a HRT por causa da OGX. Era um sonho", diz o empresário, em entrevista ao jornal Estado de SP. As duas petroleiras devem ganhar companhia no mercado de empresas criadas aos moldes da OGX. Em maio passado, quatro ex-funcionários da Petrobras, fundaram a Barra Energia. A empresa tem em caixa US$ 500 milhões, aportados no fim do ano passado por um fundo de private equity. Essa é a lógica também da mais nova petroleira brasileira, a YXC, de Rodolfo Landim, ex-Petrobras e ex-OGX.

A OGX é a empresa privada que mais investe no Brasil. Em nota, a companhia, diz que possui 29 blocos exploratórios no Brasil, nas Bacias de Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão e Parnaíba, cobrindo aproximadamente 7.000 km2 em mar e cerca de 21.500 km² em terra. Em junho de 2010, a OGX adquiriu cinco blocos exploratórios terrestres na Colômbia, durante a Ronda 2010, que totalizam aproximadamente 12.500 km2 nas bacias de Cesar-Ranchería, Vale Inferior do Madalena e Vale do Médio Madalena.

Leilão será nesse semestre
O presidente da ANP, Haroldo Lima, já sinalizou aos empresários que o próximo leilão será marcado ainda neste semestre. Para participar, é preciso antes engordar o caixa. A venda de blocos, para quem já opera, é uma alternativa de capitalização. O braço de petróleo e gás da empreiteira Queiroz Galvão registrou em novembro do ano passado o pedido para fazer sua oferta inicial de ações. Depois da capitalização da Petrobras, ficou difícil conseguir amparo dos investidores. A ausência de nomes fortes entre seus executivos, de preferência com passagem pela Petrobras, também teria desestimulado o IPO.

Rodrigo Leitão
rodrigo.leitao@nicomexnoticias.com.br

Fonte: Nicomex Notícias

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