BP adquire fatia de US$ 7,2 bi em setor de gás da indiana Reliance

A BP vai fazer um investimento de US$ 7,2 bilhões na Índia ao adquirir participação de 30% em grandes reservas de gás natural controladas por Mukesh Ambani, o mais rico dos magnatas indianos, em áreas de difícil exploração.

O acordo com a Reliance Industries, cujo valor pode atingir os US$ 20 bilhões e está sujeito à aprovação governamental, surge depois de uma troca de ações de US$ 16 bilhões com a Rosneft, a estatal petroleira russa. "Essa parceria ajudará a tirarmos proveito do vasto mas inexplorado potencial indiano no gás natural", disse Ambani, ao revelar a parceria em Londres.

O acordo representa o maior investimento já realizado no setor indiano de energia e está entre os maiores por empresas estrangeiras de qualquer setor.

Também representa um endosso da empresa às perspectivas de expansão rápida e continuada no país. Ambani, cujo conglomerado lhe valeu uma fortuna estimada pela "Forbes" como a quarta maior do mundo -patrimônio de US$ 29 bilhões- afirmou que os conhecimentos técnicos da BP "acelerariam a exploração".

PROFUNDOS
Todos os 23 lotes ficam em alto-mar, a maioria dos quais ao largo da costa leste da Índia e em profundidades que variam de 400 metros a mais de três quilômetros.

O grupo indiano no momento produz 51 milhões de metros cúbicos de gás natural ao dia -40% do total indiano- e tem apenas um de seus lotes em produção.

O acordo entre as empresas prevê um pagamento adicional de US$ 1,8 bilhão vinculado a resultados. "A Reliance chegou há pouco a essa parte do negócio, e por isso necessitava de um parceiro mais experiente que pudesse fornecer a tecnologia necessária para extrair petróleo e gás natural em grandes profundidades", disse um analista de avaliação de crédito internacional.

O acordo tem por objetivo abastecer o mercado interno indiano. A BP prevê que a demanda mais que dobrará nos próximos 20 anos.

NEGOCIAÇÃO
Os contatos entre as duas empresas se iniciaram cinco anos atrás. Desde 2008 a BP vem operando uma joint venture igualitária com a Reliance para o desenvolvimento de um lote marítimo de petróleo na costa indiana.

Os lotes, que cobrem área de cerca de 270 mil quilômetros quadrados, dispõem de reservas indicadas de 424 milhões de metros cúbicos de gás natural, disse Dudley.

O processo de aprovação governamental pode não ser uma simples formalidade. O acordo surge pouco depois que o governo indiano bloqueou os esforços do grupo britânico de mineração Vedanta para adquirir os ativos da Cairns Energy na Índia, por US$ 9,6 bilhões.

Fonte: Folha de São Paulo/TOM BURGIS/JAMES FONTANELLA-KHAN DO "FINANCIAL TIMES", EM MUMBAI

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