PETROBRAS PREPARA OPERAÇÃO NO GOLFO DO MÉXICO


A Petrobras informou que vai começar a produzir no Golfo do México ainda neste trimestre, em poços perfurados em águas duas vezes mais profundas e quatro vezes mais distantes do litoral que a da plataforma da BP, que registrou um grave vazamento há menos de um ano. Até agora, a produção de petróleo na parte americana do Golfo do México se resumia às plataformas tradicionais. Nelas, grandes estruturas montadas na superfície do oceano operam a extração de óleo, que é enviado ao litoral por meio de uma rede de oleodutos.

É grande a expectativa em torno do uso de navios-plataforma, muito utilizados no Brasil, mas ainda inéditos nos Estados Unidos, que podem ser desconectados dos poços e deslocados para águas mais tranqüilas quando ocorrem furações, muito comuns na região do Golfo. Os FPSOs, que são petroleiros adaptados para operar como plataformas, só receberam autorização nos Estado Unidos em 2001. Eles acumulam petróleo extraído no fundo do mar e, a cada uma ou duas semanas, transferem a carga para petroleiros, que transportam o produto para o litoral.

Em entrevista à Nicomex Notícias, o gerente de QSMS, Roberto Roche, disse que, no caso do Golfo do México, tem certeza absoluta que a Petrobras já está pronta e medidas de segurança e contingência devem estar bem afiadas. “Mas acidentes acontecem quando todos acham que está tudo bem controlado e o pessoal confiante. Vamos torcer que já tenham feito uma boa análise de risco, um bom plano de gerenciamento e de contingência esperando o pior cenário”, alerta Roberto. Segundo o analista, essa lição serve para o Brasil também. “Não se surpreenda se um dia formos à praia em Búzios ou Ipanema e estas estarem preta com óleo. Ainda não entenderam que prevenir é mais barato que remediar”, alerta Roberto, com veemência.

O Navio
O navio-plataforma da Petrobras, que chegou ao Golfo do México em abril de 2010, tem capacidade para produzir 80 mil barris de petróleo por dia e pode armazenar um volume de 500 mil barris. Ele vai servir aos campos de Cascade e Chinook, com poços perfurados a 2,5 quilômetros de profundidade, localizados a 250 quilômetros ao sul da costa do Estado da Louisiana. A produção deveria ter iniciado em fins de 2009, mas já foi adiada três vezes. A exploração no Golfo do México está entre as prioridades da companhia na área internacional, embora o plano recente de negócios da estatal tenha decidido concentrar suas operações na camada do pré-sal no Brasil.

A assessoria de imprensa da Petrobras respondeu em nota a algumas questões sobre os procedimentos da produção no Golfo do México. "A produção de petróleo por FPSOs é tão segura quanto a produção por plataformas", afirma a companhia. De acordo com a estatal essa comparação já foi extensivamente analisada pela indústria do petróleo mundial. A Petrobras diz que é a empresa que usa a maior quantidade de FPSOs no mundo, sem nenhum acidente relevante.

Por Rodrigo Leitão
rodrigo.leitao@nicomexnoticias.com.br
Fonte: Nicomex Notícias

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