Preço do petróleo aumenta com violência na Líbia e produção na Europa corre risco

Os preços do petróleo tipo Brent atingiram 108 dólares o barril pela primeira vez desde 2008 nesta segunda-feira, graças a preocupações de que a crescente violência na Líbia possa provocar interrupção no fornecimento do país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Os preços do petróleo nos Estados Unidos ditaram um salto no rali de mais de 5 dólares, a maior alta em mais de dois anos.

Operadores se apressaram para cobrir posições vendidas entre o petróleo tipo Brent e o WTI norte-americano. A diferença em abril foi estreitada para 10 dólares durante o dia, mas se ampliou para mais de 12 dólares mais tarde na sessão.

Os preços do tipo Brent no mercado de futuros, que avançaram mais de 10 dólares este ano, principalmente devido ao crescente risco geopolítico, saltaram em 3,22 dólares o barril, ou 3,2 por cento, para estacionar em 105,74 o barri.

Os preços subiram mais 2 dólares, para fechar em 108 dólares nas últimas negociações, maior patamar desde 4 de setembro de 2008.

O contrato do petróleo cru norte-americano, que vence na terça-feira, aumentou 5,22 dólares o barril para fechar a 91,42 dólares no fim da tarde -- maior nível em duas semanas.

Produção em risco na Europa
A Wintershall, unidade de exploração de petróleo e gás natural da Basf, se preparava nesta segunda-feira para interromper sua produção na Líbia e retirar os funcionários estrangeiros do país, no momento em que a violência se espalha no terceiro maior produtor africano de petróleo. Ao mesmo tempo, manifestantes antigoverno saíram às ruas da cidade de Ras Lanuf, sede de um uma refinaria de petróleo e de um complexo petroquímico da Líbia, informou o jornal líbio Quryna em seu website nesta segunda-feira.

Citando empregados do local, o jornal informou que estava sendo criado um comitê especial de trabalhadores e moradores locais para proteger as instalações.

A Wintersahll disse nesta segunda-feira que estava diminuindo sua produção de petróleo na Líbia, equivalente a 100 mil barris por dia. Empresas como a Royal Dutch Shell e a OMV anunciaram a retirada de seus funcionários estrangeiros.

A norueguesa Statoil, a austríaca OMV e a anglo-holandesa Shell também tomaram medidas depois que manifestantes contrários ao governo foram mortos em Benghazi e revoltas se espalharam para a capital Trípoli durante o final de semana e nesta segunda-feira.

A medida da Winterhall significaria uma queda considerável no fornecimento da Líbia, cujas exportações de petróleo se dirigem em sua maioria à Europa e cuja produção é de aproximadamente 1,6 milhão de bpd de petróleo bruto, o que coloca o país como o terceiro maior produtor africano -- depois da Nigéria e da Angola.

A maioria das operações de produção de petróleo da Líbia está localizada no leste do país e ao sul de Benghazi -- a segunda maior cidade do país, que na segunda-feira parecia escapar do controle das forças leais a Muammar Kadafi.

A produção no campo de petróleo de Murza, administrada pela espanhola Repsol, não foi afetada por enquanto. As produções da Eni também não foram prejudicadas até o momento.

Fonte: Reuters

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