Projetos de refinarias serão reavaliados

A Petrobras vai reavaliar os projetos de suas refinarias em três direções distintas, disse ontem o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, em entrevista após participar do seminário "Cenários da Economia Brasileira e Mundial em 2011", na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Segundo ele, o primeiro aspecto que está sendo considerado para esta reavaliação é que o mercado interno ganhou maior importância, por conta do aumento das vendas verificado no ano passado e que, acredita, deve se repetir por conta do crescimento da economia e consequentemente da renda per capita.

O segundo ponto é uma maior padronização e simplificação nos projetos das refinarias Premium I e II, respectivamente nos Estados do Maranhão e Ceará. A terceira linha é a flexibilidade das refinarias, para que possam produzir a partir de diversos tipos de petróleo e que processem vários produtos.

Ele destacou que, apesar de focar no mercado interno, em 2020, a Petrobras terá capacidade para processar 3,2 milhões de barris em seu parque de refino, frente a uma produção de 3,9 milhões de barris por dia. Além deste excedente, ele lembrou que há ainda 600 mil a 650 mil barris por dia que serão produzidos pelas parceiras da Petrobras no pré-sal, que "poderão ou não ser exportados ou refinados aqui". "O certo é que há uma capacidade excedente de produção em relação ao refino".

Localização mantida
Segundo Gabrielli, a Petrobras ainda está concluindo a revisão de seu Plano de Investimentos para até 2015. A previsão, diz ele, é que isso ocorra até o início de maio. Ele descartou que a localização das refinarias já programadas seja revista.

"A localização das refinarias no Nordeste (Abreu e Lima, Premium I e II) é extremamente estratégica, porque hoje 19% do mercado está no Nordeste. A refinaria mais próxima deste mercado é a da Bahia, mas em breve teremos esta região ligada com a Região Centro-Oeste por ferrovias e hidrovias", disse.

Produção
Gabrielli disse que a revisão do plano de investimentos da companhia deverá trazer um "significativo aumento da perspectiva da produção" para os próximos cinco anos. Segundo ele, o plano deverá incorporar as perspectivas de produção na área da cessão onerosa de 5 bilhões de barris, repassada pelo governo na época da capitalização da companhia. Os primeiros cálculos indicam perspectivas de produzir um milhão de barris naquela área. "Não estou dizendo que vamos produzir, mesmo porque só foram feitos dois poços naquela área. Não há muitos dados sobre como vão se comportar os reservatórios", admitiu. A Petrobras vai contabilizar como perda as duas perfurações feitas no bloco BM-S-22, em que ela participa com 20%. O bloco é o único da área do polo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, que não é operado pela estatal. Os dois poços serão lançados como perdas porque estavam secos, explicou Gabrielli.

O presidente da Petrobras afirmou que espera elevada volatilidade no preço do petróleo no mercado mundial no decorrer do primeiro semestre deste ano. Segundo ele, há uma série de incertezas que contribuem para este cenário. A primeira delas é como a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vai reagir.

PRODUÇÃO DE COMBUSTÍVEISGabrielli defende novas usinas no País

Capacidade de refino nacional está "no limite", segundo presidente da Petrobras. "Temos um problema", disse

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, defendeu ontem a construção das novas refinarias que a companhia está realizando como forma de amenizar a atual situação de oferta de combustíveis no País.

Segundo ele, a capacidade de refino nacional está "no limite". "Temos um problema: estamos no limite do refino e com um crescimento exponencial na produção de petróleo. Somos a empresa no mundo que mais cresce em produção com base em novas reservas", afirmou, rebatendo as constantes críticas do mercado financeiro sobre os investimentos de quase US$ 40 bilhões que a companhia tem previsto em seu plano de negócios até 2014 para a área de refino.

O executivo disse que a situação mais crítica é na gasolina, mas também correm risco de chegar ao limite o processamento de Querosene de Aviação e do Gás Liquefeito do Petróleo (GLP). "Não investir em refinaria no curto prazo é suicídio", disse. O crescimento do PIB e melhora na renda per capita são os pontos apontados por Gabrielli como as principais razões para o aumento do consumo, bem como a falta de investimentos em novas refinarias no passado. "Toda nossa intervenção nos últimos anos foi para aumentar a capacidade de produção de diesel em nossas refinarias. Agora vemos gargalo na gasolina e outros, mas isso não se muda no curto prazo. A única maneira de mudar isso é construir refinarias, e isso leva seis anos no mínimo", disse.

Gasolina
Especificamente sobre a gasolina, ele ainda comentou que a situação brasileira é peculiar porque depende do preço do açúcar no mercado internacional. Isso porque o consumo de álcool é influenciado pelo preço do produto, e este só é ditado pela oferta, que varia de acordo com a demanda de açúcar no mercado internacional.

No ano passado, disse, o aumento da gasolina no mercado interno foi de 19%, ante PIB de 7% e 10% do mercado geral de combustíveis. Ele ainda afirmou que atualmente o preço da gasolina no País está abaixo do praticado no mercado internacional. "É natural. Há pouco tempo estávamos acima do preço. Não vamos alterar a política de preços, não vamos repassar oscilações no curto prazo".

DELIMITAÇÃO DE TERRAS3º estudo da Funai ainda será até maio

Último grupo a analisar as terras do povo Anacé irá completar os estudos documentais e etnológicos da tribo

Com o intuito de concluir a análise sobre a delimitação das terras da tribo Anacé, o terceiro estudo de campo a ser efetuado por técnicos da Funai (Fundação Nacional do Índio), na região onde será instalada a Refinaria Premium II, deverá ser realizado entre abril e maio, de acordo com a assessoria de comunicação da entidade. Ainda segundo a Funai, não há previsão de uma data precisa para a entrega do levantamento. "O grupo de trabalho vai complementar os estudos documentais e etnológicos para elaboração da proposta de delimitação ainda neste ano", informou, por meio de nota.

Segundo a Funai, em virtude da complexidade do levantamento, percebeu-se a necessidade de uma nova visita às terras. "Os estudos complementares são necessários à caracterização do relatório circunstanciado de identificação e delimitação, de forma que se cumpram as regras estabelecidas pela portaria Funai nº 14 de 9 de janeiro de 1996", disse a assessoria.

Cronograma
Conforme o cronograma de execução do empreendimento, que deve iniciar as operações de produção de óleo diesel apenas em 2017, a previsão é de que a Funai conclua os estudos antropológicos e etnológicos até o próximo dia 30 de maio. Mas, nessa data, apenas o trabalho de campo deverá estar finalizado, já que o resultado completo deve levar mais tempo para ser terminado.

Segundo o exposto pelo governador Cid Gomes e pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, em coletiva realizada no último dia 17, espera-se, ainda, no dia 30 de maio, que a Semace (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) conceda a licença prévia para o equipamento.

No mês seguinte, a expectativa é para que o órgão conceda a licença de instalação para cercamento, supressão vegetal, terraplenagem e instalação do canteiro de obras, o que poderá ser, finalmente iniciado, após o dia 30 de julho.

Segundo o Governo do Estado, a área de 1.954 hectares onde deverá ser construída a refinaria, estará livre para a Petrobras, a partir de 30 de julho próximo.

CENTEC AVALIA PECÉMImpacto de projetos no ambiente não é mensurado

Os empreendimentos instalados na região de São Gonçalo do Amarante e Caucaia apontaram uma elevação da qualidade de vida da população local e um aumento do nível de escolaridade, segundo o levantamento socioeconômico do Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto do Meio Ambiente (EIA/Rima), divulgado ontem, em audiência pública, no Centro Vocacional Tecnológico de São Gonçalo do Amarante.

Pronto desde outubro de 2009, o estudo foi elaborado em oito meses pelo Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), a pedido do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), mas não mensurou tecnicamente de quanto foi essa melhoria, de acordo com a responsável pelo estudo, a consultora Jeanete Koch.

Presente na audiência, o secretário de Infraestrutura do Estado, Adail Fontenele, comentou que os resultados alcançados pelo empreendimento são reflexos de ações conjuntas em todas as instâncias de administração pública. "O governo do Estado não irá se responsabilizar por a instalação de uma universidade. Mas, já há planos de capacitação médio-técnica e transporte interestadual, além de fomentar a hotelaria na região", garantiu, citando a construção do Centro de Treinamento Técnico do Ceará (CTTC) de São Gonçalo do Amarante, que custará cerca de R$ 14 milhões (aplicados na obra estrutural) e tem entrega prevista para dezembro deste ano.

"Difícil dizer"

Sem identificar os empreendimentos do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), a consultora destacou uma análise da capacidade atmosférica da região frente à emissão de gases no meio ambiente - a primeira feita no Estado. "É difícil dizer pois, dependendo do gás emitido, da tecnologia usada nos trabalhos pela indústria e do potencial emissor, teremos um resultado diferente", justificou. Em São Gonçalo estão térmicas e serão implantadas a CSP e a ZPE. Em Caucaia, onde o EIA/Rima será apresentado amanhã, devem ficar a refinaria e a zona industrial do Cipp.

Fonte: Diário do Nordeste (CE)

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