Um tempo para o Golfo


Nem bem o defunto esfriou e a Petrobras anuncia à imprensa que ainda neste trimestre começa a produzir petróleo no Golfo do México. O plano é usar a tecnologia de navios-plataforma, comuns no Brasil e inéditos nos EUA, para perfurar em águas duas vezes mais fundas – cerca de 3 quilômetros - e quatro vezes mais longe da costa do que as que, há 10 meses, sofreram um dos maiores derramamentos de óleo da história, quando da explosão de uma plataforma da empresa BP.

Os navios-plataformas podem se desconectar dos poços em caso de furacões, por exemplo, muito comuns na região. O que os ambientalistas americanos se questionam é: e se o navio, por qualquer falha técnica, não conseguir se deslocar a tempo? A resposta pode ser um desastre ainda mais devastador do que com uma plataforma marítima tradicional.

"A região do Golfo do México ainda não se recuperou do acidente causado pela BP. É no mínimo imoral o governo americano permitir que a exploração de petróleo, de forma ainda insegura, continue a ocorrer em uma região onde a biodiverisdade precisa de tempo e espaço para se recuperar", diz Leandra Gonçalves, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace no Brasil.

Greenpeace protesta em frente à sede da BP em São Paulo contra a exploração insegura de petróleo em alto-mar. ©Greenpeace / Alexandre Cappi

Por: jtinoco
Fonte: Greenpeace
Matéria indicada por: Leonardo Dias

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